sábado, 27 de julho de 2019

Diminua sua ansiedade acariciando por 10 minutos seu gatinho ou cachorro, prova estudo. E saiba como fazê-lo.

10 minutos de interação foram suficientes para a queda dos níveis de cortisol — principal hormônio ligado ao estresse




Por Marise Jalowitzki
27.julho.2019
https://marisejalowitzki.blogspot.com/2019/07/diminua-o-estresse-acariciando-por-10.html


Um estudo recente, feito por pesquisadores da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, provou que acariciar um cachorro ou gato ajuda a diminuir os níveis de ansiedade e estresse. Ficou demonstrado que apenas 10 minutos de interação foram suficientes para a queda dos níveis de cortisol — principal hormônio ligado ao estresse.
"Nós já sabíamos que pessoas gostam de interagir com os animais e que isso os ajuda a experimentar emoções mais positivas. E obter este resultado [da queda do cortisol] é empolgante, pois sabemos que a redução dos hormônios do estresse pode, ao longo do tempo, trazer benefícios significativos para a saúde física e mental", declarou Patricia Pendry, coautora do estudo, em comunicado. 
O estudo contou com a participação de 249 alunos da institução de ensino, que foram divididos em quatro grupos para garantir os resultados do experimento. De acordo com os cientistas, essa é a primeira análise que demonstrou reduções nos níveis de cortisol dos alunos durante uma intervenção real, e não em um ambiente de laboratório.
Os estudos continuam e os pesquisadores esperam publicar mais sobre o assunto até o fim do ano.

Agora, bem sabemos que os pets possuem uma forma própria de receber o contato proporcionado por seus cuidadores. E nem todo mundo sabe como "chegar" da maneira certa, seja em felídeos, seja em caninos. Aí seguem dicas importantes para otimizar o convívio.
Gatos precisam ter seu isolamento respeitado, eles são animais reservados


Gatos
Gatos possuem uma personalidade particular e muitos deles parecem até ser avessos ao contato. Mas todos gostam e se beneficiam, assim como os humanos, quando o contato proporciona bem estar.
Ao contrário de lobos e cães, pouco mudou no DNA do gato doméstico e do gato selvagem da África, seu ancestral mais próximo. Gatos precisam ter seu isolamento respeitado, eles são animais reservados. 
O ideal é acostumar os felinos ao convívio e carinhos quando ainda filhotinhos (entre duas e sete semanas de vida). Então, se você adotar um gato adulto(como tantos abandonados por aí), saiba que tem de ir muito devagar e, mesmo assim, restrito.  E deixar que eles tomem a iniciativa do contato. Gatos gostam de estar no controle.
Sinais de que o gato está aproveitando:

• Você faz carinho abaixo das orelhas, do queixo e ao redor das bochechas
• Ele mantém a postura e expressão facial relaxadas, orelhas esticadas, para frente
• Ronrona e afofa você com as patinhas da frente
• Se está em pé, mantém o rabo levantado e o movimenta lentamente de um lado para outro.

Sinais de que o gatinho não está gostando ou está irritado:
• Você mexe na barriga, costas e a base do rabo, o que costuma causar incômodo.

• Ele movimenta a cabeça ou a desvia, demonstrando não querer o contato
• Permanece muito passivo, como quem apenas aguenta
• Pisca repetidamente, mexe a cabeça e o corpo ou lambe demais o nariz
• Lambe as partes íntimas de forma rápida e em movimentos curtos
• Pelos das costas eriçados
• Treme, se debate ou fica batendo o rabo
• Orelhas achatadas para os lados ou para trás
• Faz um giro repentino com a cabeça para encarar ou desviar do contato
• Morde ou tenta afastar a mão com a pata.

Cachorros, no geral, gostam bastante de contato


Cachorros
Os cachorros, no geral, gostam bastante de contato. São efetivamente bem mais acostumados com o convívio humano e precisam de atenção e carinho. Eles têm muitos milênios de convívio com os humanos e foram se adaptando (ou foram geneticamente modificados) ao convívio com a nossa espécie. 

O que faz bem a um cãozinho:

• Com a ponta dos dedos e a palma das mãos, fazer movimentos circulares pelas zonas das orelhas, debaixo do queixo, pescoço, axilas e peito 

• Após uma caminhada, massagear as patas, as nádegas e as coxas e depois alongar

• Por fim, levantá-lo pelo quadril e alongar. Faça de maneira firme, mas não agressiva.


O que deixa seu cão irritado, especialmente quando estiver cansado ou se for mais velhinho: 

• Cócegas
• Palmadas
• Apertões.

Os pets, como os humanos, também se estressam. Seja gentil. Assim, gestos que induzam ao relaxamento deles, vão também relaxar seus cuidadores. Alivia todo o tipo de tensão, controla a ansiedade e hiperatividade e proporciona uma dose de felicidade, porta de entrada para uma saúde eficaz.


Em apenas 10 minutos por dia tudo pode ficar melhor. Experimente.
Serviram de Fonte:
Revista Galileu  (21.jul.2019)
Super Interessante (23.jul.2019 - e 26.jul.2019)
Perito Animal (21.nov.2017)
 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 



Tragédia em Brumadinho apresentada de maneira absolutamente sensível no Festival de Danças de Joinville




Emocionante! Arrepiei! Chorei! Orei!
Tragédia em Brumadinho apresentada de maneira absolutamente sensível no Festival de Danças de Joinville (considerado a maior competição de dança do mundo desde 2005, quando foi reconhecido pelo Guinness Book).
No dia em quem a tragedia completou seis meses do rompimento da barragem da Vale no Córrego do Feijão, contabilizando 248 mortos e 22 desaparecidos, a Companhia Jovem de Paraopeba, formada por moradores da região, recontou o desastre no palco para mais de 10 mil pessoas e venceu uma das categorias do Festival.
Tristemente lindo.


https://www.youtube.com/watch?v=2U9quyBIvEs&feature=share


Mais sobre este triste tema: 

Sirenas nunca foram testadas. Só na noite posterior à tragédia, quando havia o risco de rompimento de outra barragem. Enterros acontecem sem velório, cemitérios mal comportam tantos corpos. Rio Paraopeba está morto.


Link: https://compromissoconsciente.blogspot.com/2019/02/sirenas-nunca-foram-testadas-em.html 



Assista vários videos com o exato momento do rompimento. clique AQUI




Leia também: 
Brumadinho, Gameleira - Maiores tragédias trabalhistas no Brasil e a negligência dos detentores do poder formal




Link:


domingo, 16 de junho de 2019

Juízes empregam "constelação familiar" para tratar vícios e recuperar presos


O programa, considerado uma das boas práticas da Justiça Estadual, usa a técnica da constelação familiar no atendimento aos jurisdicionados.

Com louvor, transcrevo a matéria publicada, originalmente, na Agência CNJ de Notícias (veja link ao final). Que prospere muito esta prática! Isto, sim, é ir ao cerne da questão.

"José Antônio foi julgado e condenado a seis meses de detenção após se envolver em uma disputa por um poço em uma comunidade no Ceará, estado que há seis anos enfrenta estiagem severa. O rapaz, que é líder comunitário, defendia a permanência do uso coletivo da água pelos moradores da localidade em um incidente em que um advogado se apossou da fonte.
José Antônio é o nome fictício de um jovem réu primário que cumpre pena prestando serviços comunitários e tenta entender a reviravolta em sua vida em sessões de "constelação familiar", técnica alemã cada vez mais utilizada pela Justiça na solução de conflitos.
A história do jovem e as circunstâncias de sua detenção foram relatadas pela juíza Maria das Graças Quental, titular da Vara de Execução de Penas e Medidas Alternativas, em Fortaleza/CE, uma das responsáveis pelo programa Olhares e Fazeres Sistêmicos no Judiciário, no Ceará.
O programa, considerado uma das boas práticas da Justiça Estadual, usa a técnica da constelação familiar no atendimento aos jurisdicionados. A magistrada conta que as sessões de constelação ajudaram a levar alento ao jovem no entendimento de que há uma pena a cumprir, ainda que ele se sinta injustiçado.
“Ele foi condenado e ficou extremamente revoltado. Então, eu disse, vamos fazer assim: você vai usar seu tempo de pena para estudar e prestar serviços à comunidade e entender o que aconteceu para que isso não se repita”, lembrou a juíza Quental. 

Constelar para tratar a revolta 

A conversa da juíza com o jovem ocorreu durante uma audiência em que a ela o convidou a participar da constelação familiar. A magistrada explicou, ainda, que o tempo de participação nas sessões será usado para reduzir a duração da pena.
Maria das Graças conta que essa é a situação de centenas de jovens que se tornaram réus primários envolvidos em fatos em que são marcantes a condição da estrutura familiar, a baixa escolaridade e as condições de pobreza. Somem-se a isso, diz a juíza, os sentimentos de revolta e abandono que sentem ao serem encarcerados.


A técnica tem sido usada entre cumpridores de alternativas penais, para evitar que reincidam no crime, oferecendo oportunidade para que entendam os motivos que os levaram a delinquir.
“A maioria deles sucumbiu à droga, mas são réus primários com bons antecedentes. São jovens que não fazem parte de organização criminosa, não apresentam periculosidade e que precisam ser atendidos para não se tornarem reincidentes”, observou a juíza.

Tratamento do vício 

Em Santa Catarina a constelação familiar vem sendo usada entre presos com problemas com drogas e que tenham conflitos familiares. A iniciativa é apoiada pela Vara da Família do Norte da Ilha de Florianópolis e que também se notabiliza como uma boa prática da Justiça Estadual. 
Nesse trabalho conduzido com detentos da Casa do Albergado Irmão Uliano e do Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico, as sessões são usadas para que as pessoas privadas de liberdade entendam que os conflitos que as levaram ao cárcere tiveram origem em padrões familiares de comportamento.
“O Direito é transdisciplinar e se vale da psicologia, da sociologia e da antropologia e de qualquer outra experiência de transformação do conflito”, comenta a professora de Direito da Universidade do Vale do Itajaí e pesquisadora Márcia Sarubbi, responsável por conduzir as sessões de constelação familiar na Casa do Albergado e no Hospital de Custódia.
Ela é, juntamente com Fabiano Oldoni, autora do livro Constelação Sistêmica na Execução Penal, abordagem sobre práticas sistêmicas no direito de família e na violência doméstica. Na Casa do Albergado, as sessões são individuais, abrangendo 50 detentos com idades entre 20 e 50 anos de idade.
“Até o presente momento, em relação aos que aplicamos na dinâmica da constelação e que foram para a rua, nenhum deles voltou a delinquir e todos relatam melhora nas relações com os familiares”, diz Sarubbi.
Entre os atendidos está Paulo Henrique, nome fictício de um homem de 30 anos de idade condenado por homicídio e que fala (em vídeo a seguir) sobre os efeitos da sessão de constelação familiar. Ele relata que tinha um relacionamento complicado com a mãe e o irmão. A técnica o ajudou a perceber esse problema, propiciando a reconciliação e uma melhor estrutura familiar no enfrentamento do encarceramento. 
“A constelação me ajudou a tirar um peso que estava carregando, alguns porquês foram respondidos. Me ajudou a me manter mais calmo e a entender que tudo é um processo”, diz o "constelado" Paulo Henrique, que cumpre pena em Florianópolis.

Problemas mentais

No Hospital de Custódia, o atendimento é feito em um grupo com 20 a 30 detentos criminosos com problemas mentais. São homens condenados por estupro, homicídios (incluindo o de familiares) e roubo com quadros de esquizofrenia, psicopatia e depressão em perda da sanidade mental por uso intenso de álcool e drogas.
Nesse grupo, a constelação familiar é usada por integrantes do Judiciário, a fim de que os detentos compreendam o vício como um propulsor de crimes. A partir da técnica é feito um trabalho com os presos mostrando que eles pertencem a uma família e à sociedade.
Em um segundo momento, as sessões de constelação trabalham o sentimento de aceitação da família de origem e o entendimento dos motivos que os levaram a se tornar viciados e criminosos. “Seja para uma pessoa na cadeia ou para um casal que está se divorciando, esses são momentos de dor e, ao mesmo tempo, de cura. E o Direito vai ao encontro da terapia e promove o reencontro das partes para que a gente trate o conflito e haja pacificação social”, enfatiza Márcia Sarubbi.
Luciana Otoni
Agência CNJ de Notícias"

Publicado no CNJ em 25.abril.2018




Adianta lavar a honra e ir parar no cemitério?





Por Marise Jalowitzki
16.junho.2019
https://marisejalowitzki.blogspot.com/2019/06/adianta-lavar-honra-e-ir-parar-no.html

Domingo à tarde, por aqui, costuma ser um período de calmaria. Após o almoço, onde as pessoas, na maioria,  costumam se fartar de cadáveres de animais e álcool, geralmente vão dormir um sono insano.

Hoje fiquei em casa, ouvindo música, fazendo coisinhas, lendo, fazendo ginástica. Até que ouvi gritos de uma voz feminina:  “Ladrão! Ladrão! Vagabundo!”. Primeiro procurei desviar a atenção, pra não ferir minha serenidade. Mas não adiantou, pois a coisa continuou e adicionada com a voz masculina, e os dois passaram a se agredir mutuamente, muito coléricos e com termos bastante impróprios. A mulher estava fora de si e o homem não se economizou. De repente, barulho de pneus, creio que o homem deu ré no carro e direcionou à mulher. Ela continuava gritando: “Vai me matar? Vai me matar, ladrão, vagabundo?”... fechei os olhos e entrei em forte movimento de prece. Este homem tinha de ir embora, urgentemente. Era ele que estava com o carro, seria mais fácil sair do local. Ela teria de enfrentar sua impotência, mas um feminicídio estaria sendo evitado! 

FELIZMENTE, o homem fez isto mesmo: ainda foi gritando alguns impropérios, ela continuou também, mas tudo não passou disso!

Nas horas de raiva, não se pode perder a razão, o bom senso, o equilíbrio. Tanta tragédia acontecendo o tempo todo! Se há leis, que sejam seguidas, que sejam denunciadas as agressões, sejam da natureza que for. Não tenho conhecimento dos fatos destes dois personagens, quem tem a razão, mas estava evidente que a mulher era a parte mais frágil no confronto. E isto não pode ser perdido de vista. 

Nunca.

Denunciar, processar, mas não enfrentar assim, de peito aberto.

Venturosamente, tudo acabou sem morte, nem sangue. Ela deve ter sido socorrida por vizinhos e espero que vá, agora, lutar por seus direitos, ainda que demore.

Ainda tenho a lembrança de muitas mortes, uma bastante recente, de uma empreendedora aguerrida, que iniciou relacionamento com um homem diametralmente oposto a ela: pouca iniciativa, quieto, retraído. Ele começou a ter muito ciúme dela, queria que encerrasse a empresa que possuía e que ficasse vivendo só sob as custas dele. Ela não quis. Ele a conhecera assim. E passaram a se agredir verbalmente, cada vez de maneira mais pesada. Ele também a agrediu duas vezes fisicamente. Na segunda, foi fatal. Hoje, ela morta, ele, na cadeia. Relacionamentos tóxicos.

Como devemos nos afastar deste tipo de convívio!!! Muitas vezes não está nas mãos de uma pessoa o controle, então, sim, a única saída é afastar-se e procurar seus direitos.

Não, não adianta lavar a honra e ir parar no cemitério.

Voltei às minhas lides e fui ouvir um mantra.





 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 



segunda-feira, 22 de abril de 2019

Quociente Emocional - Teste





Marise Jalowitzki
22.abril.2019
https://marisejalowitzki.blogspot.com/2019/04/quociente-emocional-teste.html

Por pura convicção, muito de meu tempo profissional dediquei à abordagem emocional. Percebo, quanto mais vivo, que saber lidar com as emoções não é só importante, é a base, o sustentáculo do ser humano. Bem pouco adianta o indivíduo possuir um nível cognitivo relevante se, na primeira (ou na segunda, ou na terceira) investida que a vida e seus desafios dá, ele não consegue assimilar o que aquele desafio está querendo passar e de como deve reagir frente ao impasse. Estes desafios podem ser trapaças e fraudes de profissionais do entorno, podem ser ofensas recebidas de pessoas controversas, podem ser perdas de origens diversas, fragilidades, doenças, etc.. Nosso cotidiano é imprevisível e são as coisas que fogem de nosso controle que nos testam, o tempo todo. Por isso, quanto mais autoconhecimento, mais chances de superar as dificuldades do percurso. Superar não significa, necessariamente, "vencer"; tem mais a ver com saber enfrentar e, ao final, ACEITAR os resultados obtidos.

Assim, deixo este teste de Daniel Goleman, extraído do jornal norteamericano USA Weekend. Questão que continua atualíssima.


                                                      



1. Tenho consciência [até mesmo] das minhas
   mais tênues emoções assim que acontecem

2. Uso meus sentimentos para ajudar a tomar
   decisões importantes na vida

3. O mau humor (meu e dos outros) me abate

4. Quando estou bravo, das duas uma: ou          
    estouro, ou fico remoendo a minha raiva 
    em silêncio

5. Sei esperar pelos elogios ou gratificações 
    quando alcanço meus objetivos

6. Quando estou ansioso em relação a um 
    desafio, como falar em público ou realizar 
    um teste, tenho dificuldade em ser objetivo 
    e me preparar

7. Em vez de desistir diante de obstáculos ou
    decepções, permaneço otimista e 
     esperançoso

8. As pessoas não precisam me falar o que  
    estão sentindo. Percebo por mim mesmo.

9. Minha percepção aguçada sobre os 
    sentimentos alheios me faz compreensivo 
    em relação aos momentos difíceis pelos quais  
    estão passando

10. Tenho problemas para lidar com conflitos e
       com o baixo astral em relacionamentos

11. Posso sentir a 'temperatura' de um grupo ou  
       uma relação, e expor sentimentos não ditos

12. Posso acalmar ou contar sentimentos aflitivos
      de forma que isso não me impeça de continuar
      fazendo o que tenho de fazer.



PONTOS



Questões 1, 2, 5, 7, 8, 9, 11 e 12

Sempre              4 pontos
Geral                 3 pontos
Às vezes           2 pontos
Raro                  1 ponto
Nunca               0 ponto


Questões 3, 4,6 e 10

Sempre              0 ponto
Geral                 1 ponto
Às vezes           2 pontos
Raro                  3 pontos
Nunca               4 pontos


RESULTADO

Acima de 36 pontos: Você provavelmente tem uma inteligência emocional superior e consegue
                                     lidar bem com os desafios da vida

De 25 a 35 pontos:     Você tem um bom nível de inteligência emocional e é bom que continue 
                                     na senda do autoconhecimento para continuar assertivo

Menos de 24 pontos:  Importante que você se proporcione mais leituras e contatos edificantes,
                                     pois seu perfil merece aprimoramento. E isto é possível!


Goleman, Daniel






quinta-feira, 18 de abril de 2019

Notre-Dame e a fome no mundo - Até mesmo os franceses começam a questionar a generosidade seletiva dos bilionários

E pensar que o Humilde e Sublime Peregrino deixou legados de Humildade, de Solidariedade, de Amor ao Próximo como a si mesmo!!
E é "venerado" na Notre Dame que atrai os bilhões para sua reforma, enquanto o prato dos famintos continua vazio!!! 



Marise Jalowitzki
18.abril.2019
https://marisejalowitzki.blogspot.com/2019/04/notre-dame-e-fome-no-mundo-ate-mesmo-os.html

Pelamor! Doações de bilionários não param e já ultrapassam os 4 bilhões! O que será que move pessoas assim, além do destaque, da fama, da notoriedade?

Com certeza, o coração que lá bate, bate muito diferente daqueles que possuem compaixão!


Esta triste reflexão também tem acompanhado meus dias, em especial após o incêndio de Notre-Dame, quando foram primeiramente arrecadados 2,6 bilhões em questão de dias (inclusive de uma bilionária brasileira - Sra. Safra). Por que uma mobilização assim nao acontece para erradicar a fome dos milhões que morrem e de mais milhões que padecem?

Valores totalmente invertidos! E são os que detêm o poder (financeiro e de influência das massas). Tristíssimo e, enquanto o cidadão-médio não se conscientizar e se aprofundar para ter opinião séria, continuará sendo isso!!!

A fome no mundo NÃO é uma "consequência inevitável"... é o produto da irresponsabilidade humana, dos que podem (e devem) pensar também nos outros, não somente em suas tão finitas vidas!!

fome diaria...
 Será que aqui algum bilionário se sensibiliza? Claro que não! Não dá destaque internacional, é "apenas" a fome de milhares a cada dia, não são relíquias!!!

820 milhões de pessoas vivem em miséria total no planeta, e sentem fome DIARIAMENTE, como todos!






foto tirada em 2018
 Esta foto é do semi árido brasileiro, recente, onde, segundo relatam os médicos, a população voltou a ter as panelas vazias, e, o que conseguem comprar, são saquinhos prontos (comida industrializada é mais prejudicial, bem sabemos) pois não possuem dinheiro para comprar gás para os fogões, nem lenha para os fogões de barro...





crianças, qual seu futuro?




Fome NÃO PODE ser incorporada à paisagem humana, como se fosse algo "normal"!!!






E pensar que o Humilde e Sublime Peregrino deixou legados de Humildade, de Solidariedade, de Amor ao Próximo como a si mesmo!!
E é "venerado" na Notre Dame que atrai os bilhões para sua reforma, enquanto o prato dos famintos continua vazio!!! Quanta hipocrisia, meu Deus! Até quando?

Agora até mesmo os franceses começam a se questionar esta "generosidade seletiva" - Claro que eles se pautam em impostos e uma visão nacionalista. 
Leia aqui:

Gente, o planeta é a casa de todos!! As demarcações foram realizadas pelos chamados "civilizados"!!! Até quando?

 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 





quarta-feira, 10 de abril de 2019

Irmão mata irmãozinho - O Poder da Palavra - Responsabilidade dos Pais





Marise Jalowitzki
07.abril.2019
https://marisejalowitzki.blogspot.com/2019/04/irmao-mata-irmaozinho-o-poder-da.html

Histórias narradas ou histórias vividas, principalmente na primeira infância, ajudam a formatar o código de ética e conduta de cada indivíduo, quer se lembre delas ou não. Estas narrativas exercem um enorme poder e influência durante a vida, determinando atitudes e reações. Por isso, muito importante aumentar o autoconhecimento, sempre, para que cada um se entenda o mais possível e, a partir daí, aprimore sua forma de expressão, de ação, de reação, de decisão.

Como já é sabido, nosso subconsciente (ou, por vezes, até mesmo o inconsciente) armazena fatos ocorridos e que, por boa parte da existência, nem lembramos. Assim acontece com todos. E é sabido, também, que, à medida que envelhecemos, muitas cenas e situações afloram de nossa memória remota. Está acontecendo comigo. 

O foco deste post é sobre o poder da palavra proferida. E sobre a responsabilidade dos genitores, diariamente, com aquilo que falam, com o que comentam, até mesmo para com as brincadeiras que fazem. Há muitas crianças (não são somente os diagnosticados como autistas), especialmente nos tenros anos, que levam ao pé da letra tudo que escutam. Que entendem e assimilam as coisas na forma exata com que são expressas. Assim:
- 'por as barbas de molho' será exatamente interpretado assim, e será um problema se for uma criança, seja menino ou menina, já que não possuem barba!
- 'pé no saco' - já imaginou se você cansou de alguma birra e, como mãe ou pai profere esta expressão a seu filho? E ele entender que, simplesmente, tem de colocar o pé em um saco, seja qual for??
E assim podemos enumerar muitas, muitas expressões que fazem parte de nosso dia a dia e que podem gerar confusão na cabecinha dos pequenos.

Hoje [re]lembrei uma narrativa trágica que minha mãe, ofegante, nos contou em um final de tarde. Reuniu a todos (éramos oito: pai, mãe e seis irmãos). 

Tratava-se de uma família inteira que morrera naquele dia. Eram pessoas conhecidas do meu pai e de minha mãe.

Casal de agricultores, jovens adultos, possuíam um menino de dois, quase três aninhos e um outro pequeno recém nascido, nem meio ano de idade. A mãe queria que tivesse nascido uma menina ('pra formar um casal') e sempre pronunciava isto quando o pequeno brincava, sorria, mamava, dormia. 
- Ah! Como é lindo nosso bebê! Como queria que tivesse nascido uma menininha pra me fazer companhia!
O pai, amoroso, dizia:
- Ele é muito lindo mesmo! 
- Mas é um menino! - redarguia a mãe.
E o pai, em tom de brincadeira, dizia:
- Ele é tão bonitinho, que é só cortar o tchico (como se fala 'pinto', pênis, aqui no sul) que fica uma menina...
E aquilo seguiu por várias semanas, brincadeira tola, sem nenhuma intenção além de rir, de amenizar o ambiente, mas de uma irresponsabilidade atroz! Todos sabiam da imbecilidade desta comparação, alguns vizinhos diziam pra o homem parar com aquilo, outros riam, achavam engraçado.

Tarde dessas, o pai na lavoura, a mãe lavando roupas do riacho não muito longe dali, os dois maninhos em casa, a mãe ouve o choro alterado do bebê. Não dá a devida importância, pois muitos pais deixam os filhos chorar pois 'fortalece o pulmão'...  Foi um choro forte, continuado e depois, silêncio. Dali a segundos, o menininho de quase três anos vem correndo, facão na mão, manchas de sangue também na roupa e, aturdido, apreensivo, assustado, gagueja:
- Mutter, eu quis fazer a menininha pra senhora, cortei o tchiquinho do mano, ele chorou bastante, mas agora tá quietinho. Parece que adormeceu.

A mãe solta um brado e diz:
- O que tu fez, desgraçado? Tu machucou teu irmão!??!!

E, sem pensar em mais nada, bate com a táboa de madeira de esfregar a roupa, na cabeça do pequeno que cai no chão, inerte. Ela entra correndo em casa e encontra o bebê já sem respirar. Apavorada e revoltada (com o outro filho), volta correndo ao local que o deixara, pronta pra lhe dar uma surra. O menino continua imóvel no mesmo lugar, imóvel. Ela o chama, sacode, põe a mão no pescoço dele, no pulso, e se convence que este filho também está morto, e pelas suas mãos... Em total desespero e descontrole emocional, vai correndo até o poço e se joga dentro dele, morrendo em seguida, afogada.

Horas depois, quase escurescendo, chega o pai da lavoura e se depara com os dois filhos mortos, os chinelos e o avental da esposa à beira do poço de água e presume o ocorrido. Dá-se conta do que o pequeno de quase 3 anos fizera e monta toda a cena, percebe que o menino realizou a brincadeira que ele, pai, fazia... vai até o quarto, pega o revólver e se dá um tiro na cabeça. 

Os vizinhos, que mal e mal ouviram algum grito e o estampido, deixam para o outro dia para procurar a família, esperando que as coisas se 'ajeitem'. Na manhã seguinte, encontram este terrível quadro e montam a sequência, com a ajuda da polícia.

E a minha mãe, naquela tarde de nem sei que dia de semana, reforçou muito em cada um de nós para que cuidássemos sempre o que pensamos e o que falamos, ressaltou a importância de se escolher bem as palavras, de pesar o significado de tudo que se diz, de sempre pronunciar coisas boas e evitar dizer besteiras, que dirá maledicências. O pai concordava, acenando afirmativamente com a cabeça.

Então, tudo dito.
Deixo para reflexão este caso grotesco, uma triste e dantesca história, que pode ensinar sobre a importância de se pensar no que se diz, e de como se diz. E que não precisa acontecer uma tragédia pra que um adulto se dê conta do quanto ele é modelo e exemplo para os filhos, e do quanto aquilo que diz vai influenciar os pequenos recém chegados ao planeta.

Lembre-se: A boca fala daquilo que o coração está cheio! Encha o mais possível seu coração de Amor, Compaixão, Aceitação, Calma Genuína, Empatia, Gentileza.

Paz e Luz!

 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 


Imagem do topo retirada da web (https://stocksnap.io/photo/ETG1NCU0NT)