segunda-feira, 16 de novembro de 2015

TDAH - Reflexões de segunda - sobre o estresse das mães pelo final do ano



 sobre o estresse das mães pelo final do ano 


TDAH - Reflexões de segunda


Ultimamente, aqui no grupo, inbox, por e-mail, tenho recebido muitas mensagens de mamães que se sentem exauridas com seus fihotes, algumas chegam a falar em quitar-se a vida, por não aguentar mais a roda viva que é a pressão social, pressão delas mesmas em relação aos filhos que não dão as respostas que a escola e os familiares querem... que posso dizer-lhes?

Algumas relatam que os florais 'não deram certo' - faz apenas duas semanas que começaram a administrar. Que pediram para fazer em creme para não 'misturar' com a ritalina, mas que o filhotinho 'não deixa aplicar'...

O que está por detrás de um pequeno que não se deixa tocar?


Por mais duro que seja encarar a realidade como ela é, é preciso coragem para entender todo este processo, parar de querer respostas prontas, rápidas, imediatas. 


Entender que há dias piores e dias e melhores. E que estas queridas crianças sentem vibrações diferentes, mais sutis do que dos humanos em geral. Sentem a inquietação, os desencontros, e reagem como podem: pulando, correndo, como quem quer fugir, sair dali, evadir-se! 


Creio que o processo de empatia nunca esteve tão necessário de ser praticado!


Tentar entrar com calma, com paciência, com dedicação cem por cem, no universo da criança, tentar entender o que lhe vai na alminha, tentar absorver o que ela tenta manifestar. Requer um tempo especial, em ambiente especial. Tudo tão diferente de nossos 'jeitos urbanos de ser', onde as pessoas adultas, nos raros momentos em que se dedicam a uma conversa pessoal, ficam em outras tarefas simultaneas - "pode falar que estou ouvindo"!... e, não raro, dedilhando no 'touch' do whats...


Não, isto não é crítica, nem julgamento.


É, mais que tudo, um apelo em nome destes pequenos, que P-R-E-C-I-S-A-M ser tratados de jeitos mais carinhosos e lentos, senão, não vão aguentar!


Sempre que sei de uma mãe que acabou de trazer o adolescente (ritalina, risperidona, neuleptil.....) de uma reunião no caps onde acabou tendo de ser contido, meu coração envia pedidos de misericordia para esta criança!


Tá tudo tão errado neste nosso mundão!!!


E os especialistas, com tanto "pedigree", continuam sendo escutados com tanta veneração! Não são contestados, nem dúvidas são apresentadas!


E a voz materna, que só ouve com o coração compassivo...


De minha parte, continuo assegurando: Só o Amor, a Compreensão e a Aceitação podem reconduzir à Serenidade!
Marise Jalowitzki


16.novembro.2015
http://marisejalowitzki.blogspot.com.br/2015/11/reflexoes-de-segunda.html
Publicado no Linkedin: https://www.linkedin.com/pulse/tdah-reflex%C3%B5es-de-segunda-marise-jalowitzki


Comentários de uma amiga e que refletem bem o que está acima:

Rose Ropelli Sábado almocei com meu filho no shopping e como sempre ele comeu em pé e fez uma bagunça, apesar de a cada segundo eu estar do lado dele ensinando os bons modos. Ele estava agitado e dava vários tapinhas no meu ombro e eu sabia o motivo. Estava muito ansioso pq iríamos no parque assim que sol estivesse menos quente. Mas uma senhora que estava ao lado ficou balançando a cabeça em reprovação ao mau comportamento do meu filho. Nossa que raiva q deu, vontade de falar pra ela cuidar da vida dela. affffff Hiper agitado o levei ao parque, andou de bicicleta , correu , brincou na areia e fez amigos. pronto. energia extravasada e voltou calminho pra casa. Nossos filhos são muito incompreendidos...
ahhh e teve outra vez q o pai de uma criança mandou meu marido "treinar" meu filho primeiro em casa antes de sair com ele, como se ele fosse um animal. só pq ele jogou areia no cabelo do filho dele. Gente, são crianças! ! o meu chega do parque cheio de areia na cabeça e eu lavo. que mal tem isso? sociedade intolerante! !!

Meu adendo:
Por isso é que meu coração se aquieta, mais e mais, querida Rose Ropelli! Quem está doente, afinal? Este mundo cheio de preconceitos, de regras engessadas, de ânsia de culpar o outro, de estar sempre apontando o dedão para o próximo, sem olhar os seus defeitos? COMO ousam julgar tanto as crianças e os pais que compreendem seus pequenos??

Sim, sociedade intolerante, e, também, profundamente doente, achatada pelos dogmas e exigencias que alguns criaram e que quase todos querem seguir! Feliz de quem enxerga esta louca engrenagem e libera seus pequenos, com Compreensão e Amor !

 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 

blogs:
www.tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br


LIVRO TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM
Informações, esclarecimentos, denúncias, relatos e dicas práticas de como lidar 
Déficit de Atenção e Hiperatividade

domingo, 1 de novembro de 2015

Ninguém deve se intrometer no tipo de educação que damos para os nossos filhos...



PELO FIM DA VIOLÊNCIA!
EM PROL DA AÇÃO DE TODOS OS CIDADÃOS  A FIM DE ERRADICAR AGRESSÕES, ESPANCAMENTOS E TODOS OS ABUSOS!
PAZ, ACEITAÇÃO, RESPEITO!

TOLERÂNCIA, AMOR!



Por Marise Jalowitzki
01.novembro de 2015
http://marisejalowitzki.blogspot.com.br/2015/11/ninguem-deve-se-intrometer-no-tipo-de.html
Há pouco escutei esta frase:
"Ninguém deve se intrometer no tipo de educação que damos para os nossos filhos!"
Como assim?
Isto é alegação ultrapassada! Vem do mesmo século em que diziam: "Em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher!" 

Temos de nos "intrometer", sim! Se preciso, denunciar e denunciar muito! Lei Maria da Penha nasceu depois que uma esposa que ficou em cadeira de rodas devido à agressão do marido, conseguiu dar voz a muitas mulheres que continuam sendo vítimas de maus tratos e selvagerias do "mais forte sobre o mais fraco". 

Da mesma forma, "Lei da Palmada" foi aprovada depois que o pobre menino Bernardo (da cidade onde me criei, aqui no RS), foi morto por injeção letal, depois de muitas e muitas agressões e castigos impetrados pelo pai biológico e madrasta. 

Melhor se a humanidade aprender pela evolução natural, pautada na Compaixão e Empatia, no Respeito e na Aceitação. Senão, que seja por uma legislação bem aplicada! 

Estou nos últimos tempos lendo e assistindo vários videos e palestras sobre agressão, violência, drogadição, tantas coisas, todas intercaladas. São necessários muitas ações, muito diálogo, muita troca de informação para que muita coisa mude em nosso país!

Louvo a legislação que hoje pune como estupro a vulnerável (criança ou adulto) o que antigamente se dizia simplesmente "brincou", "bulinou"... 
Louvo a legislação que pune a agressão física e também a mental-emocional, tanto a crianças como a adultos. 

Houve uma situação extrema em Chuí (zona de fronteira onde trabalhei há algumas décadas durante 1 ano) onde, literalmente, meu esposo (à época) e eu salvamos a subprefeita que iria simplesmente ser morta pelo marido. Cena dantesca, onde deixamos a nossa filhinha dentro do quarto fechada (em nossa casa) e, na escuridão da noite, conseguimos retirar a vítima do saguão da casa onde ela conseguira, totalmente nua e já bem machucada, se esconder. Enfim, lembranças que ninguém apaga e que só servem para reforçar a ação presente.

Há pouco uma amiga comentou das vezes em que foi agredida pelo primeiro marido, onde pessoas a viam estendida no chão e nada faziam! E ela concorda que a primeira providência seja sempre retirar a vítima do local da agressão! Laços afetivos difíceis! Meu pai, pessoa que amo muito, pessoa querida e alegre, quando alcoolizado, também agredia por demais minha mãe, enquanto os dois ainda eram casados e vivos neste plano terrestre! Intervíamos sempre! Cenas tristes! Certos casamentos duram demais! Os tempos hoje são outros, as visões (e julgamentos) a mulheres 'separadas' são menos excludentes, mas as agressões, essa permanecem em alta.





Assim como certas mães que são permissivas com situações-limites com suas filhas e-ou filhos. Há poucos dias conversei com uma mãe que já deveria ter se separado faz tempo do marido-pai abusador e, no entanto, fica procurando justificativas! Imagino só o que está passando pela cabecinha da criança- filho-abusado!!! 




Tantas situações complicadas! 
Deus nos ajude a sempre ter a melhor ação, em benefício do maior número de pessoas!




E como declara uma outra amiga: "As coisas ruins só acontecem por falta de atitude, pessoas que fingem não ver e esquecem que agindo assim também se tornam responsáveis pelas consequências do que o não se envolver acarreta. Então... Envolva-se! Não seja um mero espectador da desgraça, da violência.
Aja!

Disque 100




 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 

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Querendo, leia também:

Para que servem todas as atividades em que você matricula
seu filho? O que você espera alcançar com isto?
Ter um filho feliz ou formatar um campeão?
O que seu filho pensa disto?













E quando os pais são agressivos com os filhos? O que a escola pode fazer?







Quem são, na verdade, os TDAH, DDA, TDO, TOC,
TDDH, bipolar, psicótico, depressivo, esquizofrênico,
etc. etc. etc.? 






Por Marise Jalowitzki
22.maio.2015
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2015/05/tdah-e-outros-sobre-as-diferentes.html














http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2015/05/as-cinco-etapas-emocionais-de-criancas.html



















TDAH - MUITA, MUITA CONVERSA, MENOS, MUITO MENOS MEDICAÇÃO! Terapia ao invés de medicação!
Pessoas sempre foram e sempre serão diferentes entre si. Diferentes
métodos e abordagens para conhecer e classificar esta diversidade
continuam sendo praticados e oferecidos.
(...)

Tudo são filosofias e visões inclusivas,que buscam identificar as habilidades, qualidades e características de cada indivíduo e aproveitá-las da melhor maneira possível. Não uniformizar sob mesmos comportamentos e reações. Manter a diversidade, aprimorando as relações e o desempenho.







http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2015/05/tdah-muita-muita-conversa-menos-muito.html