quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Depressão - Você tem excesso de sonhos?

as pessoas que têm "excesso" de sonhos, desejos, projetos, nem sempre os realizam e vão acumulando frustração. 

Quem muito aposta em pessoas que pouco conhece, pode se decepcionar e, acumuladas frustração e decepção, surge a raiva...



Por Marise Jalowitzki

Sim, eu tive, tive sempre muitos sonhos. Hoje já estou em estágio mais conforme. E também conheci muitas pessoas, inclusive entes queridos, que voavam alto, que queriam muitas coisas. As "minhas" coisas, as que eu queria, não tinha a ver com dinheiro, posses ou prestígio. Era aquela ansiada liberdade que o viver em contato com a Natureza promove, só que isto incluía pessoas. E aí é que foi ladeira abaixo, pois não se pode incluir nos sonhos a "garantia" de que alguém (ou "alguéns"...) vão sonhar o mesmo sonho, querer as mesmas coisas e sentir de forma semelhante. 
Agora tento trabalhar em mim este estado de coisas e sentimentos. E, quanto aos outros - muitos deles já se foram - resta enviar as saudades e o aprendizado sofrido do que poderia ter sido e não foi. Todos tentam, todos acreditam que vão conseguir coisa melhor. Nem sempre dá. 

Como somos grão de areia neste universo, desistir de viver não é a melhor opção, não. Hoje percebo que é um ato egoísta, pois, ao lado, ou lá na frente, sempre vai ter alguém que sente a falta, que lembra e, muitas vezes, chora a dor da ausência. 

É sabedoria aprender a agradecer, a aceitar aquilo que o(s) outro(s) pode nos dar. Muitas vezes são monossílabos, por vezes só a presença, sem falas ou toques; nouotras vezes, nem isto, nem a presença ou uma palavrinha. Puxa! Justo agora, que era quando eu mais precisava! Mas nem sempre acontece! E pode vir a acontecer depois. Ou não.

As pessoas são como são. As coisas acontecem, na maioria das vezes, sem a atuação de nosso controle.

Aceitar, aceitar, aceitar. Ressignificar. Seguir, da melhor maneira possível!






Hoje pela manhã saí com meu neto para uns compromissos e, logo na saída, me deparei novamente com um super canteiro de flores lilases, lindas. Flores que eu queria demais ter em um jardim. Feliz foi o dia em qu, após um trabalho de desenvolvimento humano em Erechim, ganhei lindas mudas que trouxe até meu domicílio. Tinha recém adquirido um pequeno sítio e seria o ideal plantar lá. Foi o que aconteceu. Por mais de ano íamos lá todos os finais de semana. Nunca um brotinho de flor. 

Daí, aconteceram alguns problemas familiares e tive de me empenhar ferrenhamente por várias semanas. 

Quando finalmente consegui ir novamente ao sítio, as hastes secas em todos os pés denotaram que as flores haviam nascido, se desenvolvido, florido e eu não vi nada!

Pois agora, em frente a meu edifício, há um lindo jardim todo florescido. Claro que - humana como sou - sinto uma pontinha de inveja ao ver aquele lindez toda em outro jardim. Mas posso vê-las além da cerca. Pensamento recorrente de minha experiência com esta flor e tantas outras coisas. Não tenho mais o sítio amado, a vida mudou bastante. As flores mudam de lares, mudam de raízes, mas são sempre exuberantes, grandiosas em seu doativo explendor. Sabem viver e morrer e mostram isto quando a Vida resolve por um fim à sua breve existência.

Hoje pela manhã, ao olhar mais uma vez o canteiro todo lindamente florido, percebi um belíssimo beija-flor, todo verdinho, brilhoso, ágil como sempre, coletando o néctar em muitas daquelas flores. Parei, extasiada. Ele estava bem próximo, nao parecia se amendrontar com a nossa presença. E o víamos através das grades. Quis registrar em fotos, mas deixamos os celulares em casa pelo excesso de assaltos que a vida urbana está oferecendo. Gravei na retina e seguimos, cumprindo nossos compromissos.




E me deparo com um texto reflexivo e esclarecedor do Mestre Shen, da Medicina Tradicional Chinesa, compartilhado pelo também médico Claudio Rhein. Transcrevo:

"DEPRESSÃO - as pessoas que têm "excesso" de sonhos, desejos, projetos, nem sempre os realizam e vão acumulando frustração. 

Quem muito aposta em pessoas que pouco conhece, pode se decepcionar e, acumuladas frustração e decepção, surge a raiva. O fígado foi atacado. A duração da raiva - e do fígado atacado - permite a ocorrência de desânimo, fraqueza, sensação de estufamento, irritação, amargura, arrotos, ansiedade, tristeza (agora baço e pulmão já estão fracos) e logo surge o medo, pânico, falta de vontade, inclusive de viver (os rins estão enfraquecendo). O organismo está em depressão e idéias suicidas, as quais podem chegar ao suicídio. 

Precisa fazer o caminho de volta, só ou com ajuda. 

Com organismo fraco, vitamina D é baixa, o que determina fraqueza muscular e dificuldades em controlar a mente. 

Em casos mais agudos a psiquiatria é de grande ajuda, mas os antidepressivos químicos não resolvem, apenas perpetuam o estado depressivo. Quem se suicida, normalmente, usava mais do que um medicamento, o que prova a baixa eficácia. 

Melhorar os neurotransmissores (serotonina, noradrenalina e dopamina) com alimentos apropriados, ervas medicinais, amargos e picantes para vencer amargura e letargia, vitamina D, sair ou ser retirado da clausura/solidão, são curativos à depressão. 

Lembre que a girafa do filme Madagascar tinha depressão e pânico. Não saia do zoológico, nem sabia que existiam outras girafas, nem animais diferentes nas savanas. Será que os humanos não estão precisando sair do seu mundico e ver que existem outros semelhantes ou diferentes? 

Tentar e muitas vezes com ajuda. 

Mas só se muda mudando, não só com falas, mas ação." Mestre Shen

(compartilhado por Dr. Claudio Rhein, médico da MTC - Medicina Tradicional Chinesa - Caxias do Sul - RS)



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http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2013/10/vitamina-d-sol-e-saude.html




Hiperatividade, Esquizofrenia e Deficiência de Vitamina D

"Nossos resultados apoiam a teoria de que a vitamina D pode ter um impacto significativo na saúde psiquiátrica. Mais pesquisas são necessárias para determinar como o crescente problema da deficiência de vitamina D pode estar afetando a nossa saúde em geral."  Dr. Ahmad Esmaillzadeh 




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terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Inalar Alecrim estimula a memória e é antidepressivo, melhora o astral

Óleo essencial de Alecrim melhora a concentração, ativa a memória



Por Marise Jalowitzki

Problemas de memória, muitos tem. Melhora na concentração, quem não quer? Em especial para crianças e idosos, estas informações são preciosas! Além de otimizar a performance também em indivíduos saudáveis.

Desde muito tempo nossos avós já falavam nos benefícios do Alecrim, por exemplo, para melhorar a acuidade mental, manter o foco nos estudos e assuntos em geral. A MTC - Medicina Tradicional Chinesa e todas as medicinas funcionais lidam com o poder das ervas medicinais. No Brasil, temos as chamadas PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES - AS OUTRAS MEDICINAS E INTERVENÇÕES, também utilizadas pela rede pública de saúde, o SUS. Nelas são utilizados tais medicamentos, de forma isolada ou conjuntamente, inclusive em problemas de saúde mais sérios. 

E não é de hoje que especialistas também da medicina convencional (alopatia) se debruçam sobre o tema, procurando comprovar cientificamente os poderes dos medicamentos naturais (fitoterápicos). 

Uma destas pesquisas, feita pela Universidade de Northumbria - UK, mostra que o alecrim apresenta um impacto significativo no humor e na memória. O que os pesquisadores do Departamento de Psicologia da Universidade comprovaram é que 



Cheirar Alecrim estimula a memória

Este é um dado interessante, pois já recebi relatos de mães que, por conta de prescrição de médico funcional, deram chá de alecrim a seus filhotes e o efeito foi prejudicial, com vômitos e convulsões. Assim, cheirar o óleo de alecrim pode ser altamente benéfico, pois as propriedades são mantidas sem que o fígado tenha de se encarregar de processar o que ingerimos. 

Quando inalamos, as moléculas passam diretamente para a corrente sanguínea, indo até o cérebro.

Os pesquisadores solicitaram a 150 pessoas saudáveis, ​​com 65 anos ou mais, que se distribuíssem em salas separadas: uma com perfume de óleo de alecrim, outra com perfume de óleo essencial de lavanda e mais outra sala de controle com nenhum perfume. Os voluntários foram convidados a realizar testes que avaliavam sua memória em potencial:  a capacidade de lembrar de fazer algo em um determinado momento, como tomar remédios ou depois de receber um aviso, como postar uma carta depois de ver uma caixa postal. Eles também completaram um teste de avaliação de humor.

Os melhores escores foram obtidos pelos que estiveram na sala com aroma de alecrim. Eles exibiram uma memória prospectiva significativamente aprimorada, estavam mais alertas e apresentaram pontuações de teste 15% maiores do que aqueles que estavam na sala sem aroma. 



E os que estavam na sala com perfume de lavanda?

A lavanda, juntamente com a camomila, são sabidamente essências calmantes, cujos óleos são usados também em massagens relaxantes. Os resultados com os voluntários da pesquisa não foram diferentes: os que passaram algum tempo na sala perfumada com lavanda exibiram um aumento significativo de calma e satisfação, porém, com uma diminuição na capacidade de se lembrar de fazer algo em um determinado momento proposto.

O Dr. Mark Moss, Chefe do Departamento de Psicologia, disse: "O Alecrim tem uma reputação de estar associado à memória - até Shakespeare, em sua obra imortal Hamlet - cita o alecrim como revigorante da memória. Isso é sumamente importante, porque a memória em potencial, por exemplo, permite que você se lembre de tarefas que precisam ser executadas em determinados horários do dia".

Dr. Claudio Rhein, MD da MTC - Medicina Tradicional Chinesa, em Caxias do Sul-RS, ratifica e aponta os demais benefícios do Alecrim:

ALECRIM - propriedades
- antidepressivo (traz alegria, levanta o astral),
- bom para mente, para a memória,
- equilibra a pressão arterial
- atua na tosse, gripes, asma e problemas respiratorios,
- melhora a digestão,
- alivia cólicas,
- reduz gases intestinais,
- combate o stress,
- atua no mau hálito,
- fortalece o sistema imunológico, pois atua como desintoxicante,
- combate a ação de bactérias e vírus (antinflamatório),
- atua em processos urinários (cistite, infeção) etc. etc. etc.
Uma plantinha tão dadivosa,
e tão pouco reconhecida. 

Um dos compostos existentes no óleo de Alecrim, responsável pela melhora da memória é o eucaliptol, pois causa um aumento do neurotransmissor acetilcolina, impedindo que ele se transforme em uma enzima. Pode, portanto, agir de forma semelhante às drogas convencionais para tratamentos para demência e otimização em todos os casos. 


Os resultados desta pesquisa foram apresentados na British Psychological Society Conference anual em Nottingham (26-28 de abril de 2016).

http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2015/06/tdah-massagem-com-oleo-de-camomila.html

- Dr. Claudio Rhein, MD https://www.facebook.com/claudio.rhein.507

Os superpoderes do alecrim contra a demência -  https://www.noticiasaominuto.com.br/lifestyle/1139105/os-superpoderes-do-alecrim-contra-a-demencia-e-alzheimer?utm_source=notification&utm_medium=push&utm_campaign=1139105

4 ervas que aumentam a concentração e protegem o cérebro da depressão, ansiedade e doença de Alzheimer -  http://compromissoconsciente.blogspot.com/2019/12/4-ervas-que-aumentam-concentracao-e.html


 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 

Livro TDAH Crianças que desafiam 

Como Lidar com o Déficit de Atenção e a Hiperatividade na Escola e na Família
Contra o uso indiscriminado de metilfenidato - Ritalina, Ritalina LA, Concerta


blogs:
www.marisejalowitzki.blogspot.com.br




Paraisópolis


"Não é despreparo da polícia porque eles nunca erram a classe, a cor e o cep das vítimas. " - diz o internauta Renato Prata Biar. TERRÍVEL VERDADE! É muito cruel tudo isto que estamos vivenciando! E, pior é ouvir alguns comentários tipo: "Lá só tem drogado e o pancadão incomoda todas as famílias..."
MAS, ENTÃO, pra que existem as Leis? LEI É ISTO? é assim que se aplicam as "leis"? é assim que se melhoram as condições dos que já nascem em áreas de vulnerabilidade social? Consternação!
Sim, eu não gosto de muitas letras de funk, eu também me molesto com o som excessivamente alto, eu também sei que um aglomerado de pessoas sempre pode dar em conflito, mas, quais são as opções de lazer que o Estado oferece? Qual a diversão que estes jovens tem, no início de suas vidas, cheios de energia, quais os lugares públicos, com segurança assegurada pelo Estado, tem para ir?
"O extermínio, o encarceramento em massa, a tortura e a repressão são o verdadeiro projeto político de segurança pública no Brasil. É um projeto de controle das massas. A polícia não é para combater o crime; é para combater o pobre. Um Apartheid social sem cercas. Paraisópolis é a regra; não a exceção.", completa o amigo Renato em seu post.
Como discordar? O que temos visto, especialmente em áreas desprovidas, é impunidade e violência em doses crescentes. Se todos os órgãos públicos têm conhecimento que estes eventos acontecem seguidamente, há tempos, nos mesmos moldes... se todos os órgãos relacionados afirmam que é um local onde o tráfico de drogas acontece, que o pcc tem uma atuação forte, não era pra tomar precauções para segurança? Como é possível saber que lá existem milhares de pessoas e deixar tudo à deriva, "deixando acontecer"? E, quando aprouver, chegar e bater, chegar pra matar, sabendo que ficarão incólumes, não, isto NÃO É O PAPEL DA POLÍCIA! Tem coisa MUITO ERRADA aí!!!
"O caso é gravíssimo. É uma população pobre que estava se divertindo e de repente é trucidada pelos agentes do Estado", afirma o ex-ministro da Justiça e advogado José Carlos Dias, um dos membros da Comissão Arns. "Temos o dever de interceder e cobrar do poder público que os fatos sejam apurados com todo o rigor e que os responsáveis sejam punidos." Vamos ver, pois atrocidades anteriores deram em pizza, como costuma acontecer.
Link deste post, neste blog: https://marisejalowitzki.blogspot.com/2019/12/paraisopolis.html

Em reunião extraordinária nesta segunda-feira, integrantes da Comissão Arns — coletivo que atua em situações em que há graves violações de direitos humanos — decidiram acompanhar de perto a investigação sobre a atuação da Polícia Militar em Paraisópolis, São Paulo. (https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2019/12/03/ex-ministro-justica-jose-carlos-dias-paraisopolis-comssiao-arns.htm?utm_source=chrome&utm_medium=webalert&utm_campaign=noticias)



quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Os Ciclos



Diferentes ciclos marcam a existência
Sempre aprendizado
Ouvido, comentado, vivenciado

Quanto nos perdemos nas reticências
Nas resistências
Nas incongruências
Negando o óbvio
Teimando em parecer ser
Ao invés de, puramente, ser.

Simples? Claro que não!
A vida em borbotão
Tanta reprimenda, tanto julgamento

Alento mesmo é estar em si
Avanço mesmo é  o passo lento
Sabedoria é cantar o canto
No ruído, silencioso
No silêncio, ruidoso

Encanto e envolvimento

Entendimento é viver.


(Esta tela data de 1989, pintei-a justamente em reflexão aos diversos ciclos evolutivos pelos quais passamos.)


Link deste post: http://marisejalowitzki.blogspot.com/2019/11/os-ciclos.html


terça-feira, 5 de novembro de 2019

Sem julgamentos, sem autocrítica, quem você vê?


aprendendo a autoaceitação






Marise Jalowitzki

Olhar-se no espelho: este é um exercício poderoso, pois exige honestidade, uma tentativa forte de enxergar quem realmente se é, de uma maneira autêntica, o que quase nunca é fácil.

Somos criados ouvindo do entorno considerações constantes sobre como nos enxergam:
 - "ele sempre foi assim", 
- "ela é assim desde pequena", 
- "sempre foi desse jeito" 
- "não adianta falar"
- "nem te gasta, pois não adianta".... soa familiar?
e, infelizmente, tais considerações geralmente levam a pejoras. E "colam".

Não é fácil olhar além deste perfil "colado" há tempos. Quando chega a puberdade, há uma revolta natural ao que é dito. E os pais costumam dizer: "não reconheço mais meu filho (ou filha". 

Por vezes este processo já inicia bem mais cedo. Há crianças que desde tenra idade se revoltam, fazem birra, gritam, se atiram no chão. O mais sensato seria os pais se debruçarem sobre as causas, tentar descobrir os motivos que levam à revolta. Motivos que podem ser emocionais (carece de terapia psicológica) e-ou fisiológicos (cabe verificar qualidade da alimentação, do sono, audição e visão). 

Mas não é o que geralmente acontece. O caminho escolhido pelos genitores costuma ser ou o castigo (privar do que gosta, pra aprender quem é que manda) ou  'levar ao médico' e receber psicotrópicos. 

Assustadoramente, parece que os pais ficam mais sossegados quando recebem um diagnóstico (geralmente apressado, logo na primeira consulta e sem nenhuma avaliação adicional) de que a criança tem um "transtorno mental". Sim, pois aí não é com eles. A causa está no pequeno, provavelmente é "genética". 

Inicia-se o processo medicamentoso. Medicação controlada, drogas psiquiátricas, que costumam apresentar um quadro de melhora no início, mas que, com o tempo, faz voltar tudo ao que era... e com mais acréscimos, as chamadas comorbidades, que eclodem justamente por conta dos medicamentos tomados...

Fazendo o agora

Sem desmerecer o que você já trilhou até aqui, tente realizar este exercício de autoenfrentamento. Enfrentamento não no sentido de se contrapor, e, sim, no sentido de se autoaceitar. 

Reconheça seus pensamentos e sentimentos de uma forma tranquila, só sua.  

Uma sugestão que comento sempre é ficar em pé, frente a um espelho, mirando-se olho-a-olho, em observação sincera. Sem artifícios, sem caras e bocas, sem maquiagem, sem enfeites. 
Tenha ao lado um papel e lápis-caneta.

Tente olhar profundamente dentro de seus olhos e busque lá no fundo o real sentimento que você tinha em determinada situação em que foi muito criticado. Qual a SUA avaliação sobre o real motivo que o impulsionou? E como você se sentiu?

Por exemplo, aquela bonequinha de sua irmã que você quebrou quando tinha 3 anos de idade, você quebrou por 'maldade pura' ou foi acidente? Independente do resultado de sua avaliação, você consegue se perdoar?

O que percebo? Que lembranças, emoções?

Aquilo que aflorar, vá anotando.
Sentimentos bons, sentimentos negativos, sentimentos diferentes.
Pessoas e situações.
Sinta que efeito estes sentimentos provocam.

Pratique durante o tempo que conseguir, sem se esforçar (não mais de 30 min), vários dias. E vá refletindo, sem julgamentos, sobre o que significam para você, qual o poder que cada fato-lembrança-pessoa tem.

Importante destacar aqueles que julgar mais relevantes (pode circular ou o sinal que mais  aprouver) e, ao final de uma semana, saliente quais os fatos-lembranças-pessoas são mais recorrentes. E qual a intensidade com que aparecem dia após dia.

Em meus exercícios, já houve momentos em que certos pensamentos recorrentes até me cansaram ao vê-los novamente ali. Comecei a dar menos poder a eles. O que em si já é um abrandamento psicoemocional.

Ao final de cada exercício, olhe-se novamente no espelho, sorria para si mesmo e diga: Te amo! Sei que não sou perfeito, mas sou um cara legal! Avante!




Link original: https://sofrimentonaoamorsim.blogspot.com/2019/10/autoaceitacao-em-frente-ao-espelho.html

Link deste post: https://marisejalowitzki.blogspot.com/2019/11/sem-julgamentos-sem-autocritica-quem.html


quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Gota




stá dentro de mim é passível de ação construtora,
ainda que eu hesite em manifestar.
A responsabilidade de meus atos é minha,
mesmo recebendo a influência cotidiana do que me afeta,
consciente ou inconscientemente.
Decido fazer o meu melhor. Sempre.
Me perdoando nas falhas.
Comemorando e elogiando meus feitos bons.
Sendo parte do Todo, o Todo está em mim e age, modifica, transforma.
E eu a Ele.