sábado, 31 de outubro de 2015

61ª FEIRA DO LIVRO DE PORTO ALEGRE - A maior Feira do Livro a céu aberto das Américas



61ª FEIRA DO LIVRO DE PORTO ALEGRE - A maior Feira do Livro a céu aberto das Américas





De 30 de Outubro a 15 de Novembro.2015

Praça da Alfândega - Centro de Porto Alegre - RS - Brasil


Pontos de Venda do Livro TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM


Video:

61ª Feira do Livro - Livros ajudam a pensar

https://www.youtube.com/watch?v=4SXCYbWiYL0








2015










Livraria Mundial - Pelotas - RS

Livraria Dali - Zona Norte - Assis Brasil - Porto Alegre



Livraria Palmarinca, uma das mais tradicionais de Porto Alegre 








Praça da Alfândega - Centro de Porto Alegre - Tempo de Feira do Livro













Meus outros Livros: AJR e Sulina

 





domingo, 25 de outubro de 2015

Adolescência - Nem tudo é maldade ou bondade, por vezes, só a força dos hormonios em explosão


(imagem: tela do amigo Santosh Dhir, Angul, Índia -The Yogi)




Por Marise Jalowitzki
publicado neste blog em 25.outubro.2015
http://marisejalowitzki.blogspot.com.br/2015/10/adolescencia-nem-tudo-e-maldade-ou.html

"E ele me olha com aquela cara do tipo: 'Que foi que eu fiz, afinal?' ...Dá vontade de bater!"...

A adolescência, o início da puberdade, especialmente nos garotos, costuma ser uma fase bem conturbada.
Eles recebem uma carga extra na Mãe Natureza, em testosterona, o hormônio masculino, do agir, do impulso, do fazer! Esta carga extra chega a 800%!! 

Como um garoto vai raciocinar direito? É muito impulso! Saber que nem tudo depende da cabeça deles, que o raciocínio lógico deixa-se facilmente dominar pelo instinto de "guerreiro-brigão", pode ajudar a mãe a entender um pouco mais do processo e não sofrer tanto, nem se estressar tanto!

Independente se o adolescente já recebeu algum rótulo de "transtorno", ou não, oportuno ler o que segue:

Meninos são a maioria dos casos diagnosticados
"De acordo com relatórios sobre saúde masculina, os meninos recebem diagnóstico de TDAH quatro vezes mais do que as meninas. Diagnósticos nem sempre procedentes, pois não levam em consideração fatores como alimentação inadequada, o tempo que eles ficam em frente ao computador, o estresse que muitos jogos eletrônicos violentos causam, a falta de uma prática desportiva. Lembrando que, nos meninos que iniciam sua puberdade, a explosão de testosterona chega a aumentar 800 por cento! Nem eles sabem lidar bem com tanta iniciativa, agressividade, revolta e experimentos de independência! A maioria dos casos que envolvem diagnósticos de TDAH refere-se àqueles garotos de estilos mais audazes e voluntariosos. Os pequenos - por vezes mais destemidos, mais valentes, mais impulsivos e determinados, inquietos, voltados para jogos e filmes de lutas, a tentativa de impor a sua vontade de uma maneira mais contundente do que, usualmente, as meninas – são os maiores candidatos a receber a indicação para tratamento.

Em tempos idos, os pequenos varões eram criados para serem guerreiros, valentes, impulsivos, de iniciativa e poder de decisão. Correr, lutar, gritar, exibir sua força. Atualmente a cultura de guerreiro, como era antigamente conhecida, já nem existe. Nem é mais o homem o único provedor das necessidades básicas da família. Entretanto, estamos diante de um paradoxo. Se, por um lado, as iniciativas e os rompantes são inibidos, até farmacologicamente, o instinto competitivo continua sendo incentivado por nossa sociedade, na escola e nas famílias." 
(Pág 81 - Livro TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM)

Em contrapartida à produção de testosterona, o organismo também produz um índice de estrogenio, o hormonio feminino, o que deixa a vida dos garotos em picos de agressividade e gentileza.
Sim, nesta fase é, por vezes, difícil até de reconhecer o filho "de antes", mas é assim mesmo! Ele está em plena mutação e nunca mais será "o de antes", simplesmente porque isto não é mais possível!

Por vezes, as rixas se estendem, mas, há momentos em que eles reconhecem que se excederam. Quando ele chega a pedir desculpas (sem nem entender direito o que fez de errado...), desculpa, mãe, aceita as desculpas dele, mas dá o teu tempo para desculpar! E diz isso a ele! Tipo:
"Bem legal que reconheces e vens pedir desculpas, mas, ainda tá doendo em mim e a mãe vai precisar de um tempo pra passar por cima!"
Isto ajuda a criança-quase-adolescente a perceber que faz sofrer aos outros com suas atitudes e possibilita que tente se autorregular. 

Importante dar limites, esforçando-se pra manter o equilíbrio!

Paz para tod@s!






Marise Jalowitzki
Escritora, Educadora, Blogueira 
Coordenadora de Dinâmica de Grupo,
Vegana, Especialista em Desenvolvimento Humano,
Pós-graduação em RH pela FGV,
International Speaker pelo IFTDO-EUA
Porto Alegre - RS - Brasil 
marisejalowitzki@gmail.com





LIVRO TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM
Informações, esclarecimentos, denúncias, relatos e  dicas práticas de como lidar 
Déficit de Atenção e Hiperatividade


sábado, 24 de outubro de 2015

Sobre a arrogância de alguns médicos e a procura do "ser perfeito"






Por Marise Jalowitzki
24.outubro.2015
http://marisejalowitzki.blogspot.com.br/2015/10/sobre-arrogancia-de-alguns-medicos-e.html

Lendo vários depoimentos de mães que foram humilhadas por algum especialista, lembrei, nesta manhã de sábado, de uma passagem em que eu e uma amiga minha estávamos frente a uma médica, na ala pediátrica de um hospital aqui da capital. Felizmente, hoje já está fechado e, no seu lugar, há um estacionamento.

Minha amiga, fraquinha, havia recém dado à luz e a menininha tinha suspeita de caso leve de síndrome.
Eles (do hospital) não paravam de retirar sangue da menininha, 3 -5 vezes por dia "para acompanhar".
Eu, como leiga, reclamei, dizendo que o sistema imunológico da pequena estava sendo por demais atacado. A pequena já não tinha mais veias nos bracinhos e mãozinhas em condições de retirar sangue. Estavam até perfurando as veias das perninhas.

A médica olhou-me com ar de desafio e, insensível ao quadro, insensível à dor de minha amiga assustada, imitava, exageradamente, como a menina "iria ser", TALVEZ, na adolescência...
- Vocês querem que ela seja assim? (e encurtava o pescoço). Já viram o tamanho da testa dela?

A menininha era linda. Mamava. O corpinho todo perfeitinho. Só a testinha era apontada como mais estreita e o pescocinho estava sendo visto como mais curto que o usual.

Eu respondi:
"Talvez" não é "com certeza". Até lá, dá para fazer muita coisa! Esta síndrome não mata! Então, não dá para deixar para fazer estes exames aos poucos?

A médica olhou para minha amiga, que só chorava, virou-se e foi embora sem nada dizer.

Na manhã seguinte, fui ajudar a amiga a retirar o corpinho morto, 21 dias, da pequeninha Stela Maris que veio a óbito por uma síndrome que não matava ... Ainda aconcheguei o bebezinho inerte junto a mim, na ânsia boba de passar-lhe meu calor e vida. Meu ato desesperado passou, sim, calor ao seu corpinho, mas, a vida, esta havia sido roubada pela arrogância de uma profissional que encontrara uma cobaia para seus estudos.

Mais tarde, pesquisei sobre a síndrome que haviam comentado. Há cerca de 3 décadas, ela recém estava sendo noticiada por aqui. Ainda hoje especialistas divergem em suas argumentações. Síndrome de Beckwith-Wiedemann, uma síndrome bastante rara. Vi algumas fotos pesadas, como crianças com a língua desmesuradamente grande, o que, absolutamente, não era o caso da pequena. E, mesmo essas criancinhas que tiveram uma anomalia assim notável, foram cirurgiadas e, como diz a literatura, a maioria tem uma vida normal. Levei as publicações para alguns médicos amigos, tempos depois e estes declararam achar que houve diagnóstico indevido, pois na documentação do quadro da pequena não foi sequer mencionado hiperinsulinismo (que poderia causar certo retardo mental). E que, em nenhuma das situações ali mencionadas, seria o caso de risco de vida. Doeu ainda mais. Enfim, fato consumado. Bola pra frente.

Informação é Poder! É a informação que possibilita tomar uma decisão que, mais tarde, possa ser avaliada como a mais certeira! Assim, enquanto na ignorância, mesmo quando a intuição fala mais alto, a argumentação é incipiente e insipiente e facilmente suplantada.

Quando hoje presencio mães chorando, sem entender a linguagem médica, assinando papéis que sequer sabem a que vai levar, acreditando que a providência irá preservar a vida, quando, justamente, a assinatura é para eximir de responsabilidade a instituição hospitalar e seus profissionais de saúde das possíveis consequências, verifico quão pouco andamos em termos de humanização nos tratamentos. Exceção quem fala, explica, respeita. Quando devia ser o contrário, em todas as áreas.






Marise Jalowitzki
Escritora, Educadora, Blogueira 
Coordenadora de Dinâmica de Grupo,
Vegana, Especialista em Desenvolvimento Humano,
Pós-graduação em RH pela FGV,
International Speaker pelo IFTDO-EUA
Porto Alegre - RS - Brasil 
marisejalowitzki@gmail.com





LIVRO TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM
Informações, esclarecimentos, denúncias, relatos e  dicas práticas de como lidar 
Déficit de Atenção e Hiperatividade



quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Somos todos sábios e ignorantes em coisas diferentes







14.outubro.2015
http://marisejalowitzki.blogspot.com.br/2015/10/somos-todos-sabios-e-ignorantes-em.html


Há pouco escrevi esta frase:
"Somos todos sábios e ignorantes em coisas diferentes!"
Esta frase não é de minha autoria. Eu a escutei do Eduardo Tornaghi, em uma palestra, quando ele começava a se decidir por atuar mais junto às comunidades da periferia, em trabalhos sociais e menos da globo, de onde acabou pedindo demissão.
Outro dia vi uma foto dele. Esta bem mais magro, mais envelhecido (claro! todos nós!), mas, com uma lucidez! uma limpeza mental e emocional! 
M-a-r-a-v-i-l-h-a!!
E é por isso que não consigo aceitar os rótulos que o mundão (incluindo o científico) tenta dar a todos, cada vez mais e mais!
Quanto mais leio, quanto mais vejo, quanto mais ouço, mais sinto que, enquanto população, entramos numa sinuca de bico!!
Como manter-se incólume em meio a tantos julgamentos (e propostas de 'tratamento' p aumentar o lucro de alguns??).
Não é simples, não, embora BEM possível.
Creio que o mais difícil seja uma pessoa que acredita t-o-t-a-l-m-e-n-t-e que ela tem "desajustes", acreditar que é mais normal do que estes malucos que só pensam em dinheiro!
Quando sei que mais de 75% dos diagnósticos são infundados, COMO ficar alijada, fazendo de conta que nada acontece?

As crianças, os jovens, os adultos, sim, tem as dificuldades, sofrem discriminação, não se encaixam nos ditames deste mundo que insiste em falar em "quatro cantos" quando é redondo!!!
Mas, daí, classificar como "transtorno", "doença mental", "maluco", "retardado"...gente!! São apenas pessoas diferentes!
Com meu abraço!
Marise Jalowitzki