quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Diálogo, Tolerância e Paz - Movimento Brasil pela Paz


0% violence/violência
0% wars/guerras
0% intolerance/intolerância
0% hate/ódio
0% discrimination/discriminação
0% drugs/drogas

0% bloodshed/sangue derramado
100% Love and Peace/Amor e Paz

Diálogo, Tolerância e Paz!!! Tão necessário! Tão difícil de obter! Tão possível!!!
Faça a sua parte! Faça hoje! Faça já!

Um dia isso tudo vai mudar
Trate as pessoas como iguais
Pare com a violência
Acabe com o ódio
Um dia todo nós estaremos livres
E orgulhosos de estar
Sob o mesmo sol
Cantando canções de liberdade
A versão da música “One Day” realizada pelo Koolulam em 2018 foi escolhida pela UNESCO para ser veiculada em estações de rádio de todo o mundo, como parte do tema deste ano “Diálogo, Tolerância e Paz”:
Koolulam é um grupo novo, premiado e que estourou em Israel e já esteve em vários lugares do mundo. Seu show é único, diferente e emocionante. Quem canta é a plateia regida por um maestro carismático, tornando-se ela a grande estrela do espetáculo.
O show reúne pessoas de diferentes culturas e de todas as faixas etárias. Pessoas que nunca teriam se encontrado antes e que se reúnem para escutar uns aos outros e cantar juntos.
Koolulam tem o objetivo de unir as pessoas, derrubar fronteiras e fortalecer a sociedade através de uma experiência musical criativa e colaborativa.
Uma única voz que conecta as pessoas em torno de objetivos comuns: solidariedade, amor, alegria e muita emoção.

קולולם | One Day - מתיסיהו | חיפה | 14.2.18

Um Dia

Algumas vezes eu deito
Sob a lua
E agradeço a Deus porque eu estou respirando
Então eu oro
Não me leve cedo
Pois eu estou aqui por uma razão

Algumas vezes me afogo nas minhas lágrimas
Mas eu nunca permito que isso me deixe para baixo
Então quando a negatividade me cerca
Eu sei que algum dia isso tudo vai mudar
Porque

Toda minha vida eu estive esperando para
Eu estive orando para
Para que as pessoas digam
Que nós não queremos brigar mais
Não faremos mais guerras
E nossas crianças vão brincar

Um dia
Um dia
Um dia
Um dia

Isto não é sobre
Vencer ou perder
Porque todos nós perdemos
Quando eles se alimentam das almas dos inocentes
Ruas encharcadas de sangue
Continue se movendo enquanto a corrente está furiosa
Neste labirinto você pode perder seu caminho (seu caminho)
Isto poderia te levar a loucura, mas não deixe isto lhe abalar de maneira nenhuma (de maneira nenhuma)

Algumas vezes me afogo nas minhas lágrimas
Mas eu nunca permito que isso me deixe pra baixo
Então quando a negatividade me cerca
Eu sei que algum dia isso tudo vai mudar
Porque

Toda minha vida eu estive esperando para
Eu estive orando para
Para que as pessoas digam
Que nós não queremos brigar mais
Não faremos mais guerras
E nossas crianças vão brincar

Um dia
Um dia
Um dia
Um dia

Um dia isso tudo vai mudar
Trate as pessoas como iguais
Pare com a violência
Acabe com o ódio
Um dia todo nós estaremos livres
E orgulhosos de estar
Sob o mesmo sol
Cantando canções de liberdade como

Um dia
Um dia

Toda minha vida eu estive esperando para
Eu estive orando para
Para que as pessoas digam
Que nós não queremos brigar mais
Não faremos mais guerras
E nossas crianças vão brincar

Um dia
Um dia
Um dia
Um dia
Oh

(para compartilhar muuito!)

MOVIMENTO BRASIL PELA PAZ


Original

Matisyahu - One Day (Official Video)


One Day

Sometimes I lay
Under the moon
And thank God I'm breathing
Then I pray
Don't take me soon
'Cause I'm here for a reason

Sometimes in my tears I drown
But I never let it get me down
So when negativity surrounds
I know some day it'll all turn around
Because

All my life I've been waiting for
I've been praying for
For the people to say
That we don't wanna fight no more
There'll be no more wars
And our children will play

One day
One day
One day
One day

It's not about
Win or lose
Because we all lose
When they feed on the souls of the innocent
Blood-drenched pavement
Keep on moving though the waters stay raging
In this maze you can lose your way (your way)
It might drive you crazy but don't let it faze you no way (no way)

Sometimes in my tears I drown
But I never let it get me down
So when negativity surrounds
I know some day it'll all turn around
Because

All my life I've been waiting for
I've been praying for
For the people to say
That we don't wanna fight no more
There'll be no more wars
And our children will play

One day
One day
One day
One day

One day this all will change
Treat people the same
Stop with the violence
Down with the hate
One day we'll all be free
And proud to be
Under the same sun
Singing songs of freedom like

One day
One day

All my life I've been waiting for
I've been praying for
For the people to say
That we don't wanna fight no more
There'll be no more wars
And our children will play

One day
One day
One day
One day
Oh





sábado, 27 de julho de 2019

Diminua sua ansiedade acariciando por 10 minutos seu gatinho ou cachorro, prova estudo. E saiba como fazê-lo.

10 minutos de interação foram suficientes para a queda dos níveis de cortisol — principal hormônio ligado ao estresse




Por Marise Jalowitzki
27.julho.2019
https://marisejalowitzki.blogspot.com/2019/07/diminua-o-estresse-acariciando-por-10.html


Um estudo recente, feito por pesquisadores da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, provou que acariciar um cachorro ou gato ajuda a diminuir os níveis de ansiedade e estresse. Ficou demonstrado que apenas 10 minutos de interação foram suficientes para a queda dos níveis de cortisol — principal hormônio ligado ao estresse.
"Nós já sabíamos que pessoas gostam de interagir com os animais e que isso os ajuda a experimentar emoções mais positivas. E obter este resultado [da queda do cortisol] é empolgante, pois sabemos que a redução dos hormônios do estresse pode, ao longo do tempo, trazer benefícios significativos para a saúde física e mental", declarou Patricia Pendry, coautora do estudo, em comunicado. 
O estudo contou com a participação de 249 alunos da institução de ensino, que foram divididos em quatro grupos para garantir os resultados do experimento. De acordo com os cientistas, essa é a primeira análise que demonstrou reduções nos níveis de cortisol dos alunos durante uma intervenção real, e não em um ambiente de laboratório.
Os estudos continuam e os pesquisadores esperam publicar mais sobre o assunto até o fim do ano.

Agora, bem sabemos que os pets possuem uma forma própria de receber o contato proporcionado por seus cuidadores. E nem todo mundo sabe como "chegar" da maneira certa, seja em felídeos, seja em caninos. Aí seguem dicas importantes para otimizar o convívio.
Gatos precisam ter seu isolamento respeitado, eles são animais reservados


Gatos
Gatos possuem uma personalidade particular e muitos deles parecem até ser avessos ao contato. Mas todos gostam e se beneficiam, assim como os humanos, quando o contato proporciona bem estar.
Ao contrário de lobos e cães, pouco mudou no DNA do gato doméstico e do gato selvagem da África, seu ancestral mais próximo. Gatos precisam ter seu isolamento respeitado, eles são animais reservados. 
O ideal é acostumar os felinos ao convívio e carinhos quando ainda filhotinhos (entre duas e sete semanas de vida). Então, se você adotar um gato adulto(como tantos abandonados por aí), saiba que tem de ir muito devagar e, mesmo assim, restrito.  E deixar que eles tomem a iniciativa do contato. Gatos gostam de estar no controle.
Sinais de que o gato está aproveitando:

• Você faz carinho abaixo das orelhas, do queixo e ao redor das bochechas
• Ele mantém a postura e expressão facial relaxadas, orelhas esticadas, para frente
• Ronrona e afofa você com as patinhas da frente
• Se está em pé, mantém o rabo levantado e o movimenta lentamente de um lado para outro.

Sinais de que o gatinho não está gostando ou está irritado:
• Você mexe na barriga, costas e a base do rabo, o que costuma causar incômodo.

• Ele movimenta a cabeça ou a desvia, demonstrando não querer o contato
• Permanece muito passivo, como quem apenas aguenta
• Pisca repetidamente, mexe a cabeça e o corpo ou lambe demais o nariz
• Lambe as partes íntimas de forma rápida e em movimentos curtos
• Pelos das costas eriçados
• Treme, se debate ou fica batendo o rabo
• Orelhas achatadas para os lados ou para trás
• Faz um giro repentino com a cabeça para encarar ou desviar do contato
• Morde ou tenta afastar a mão com a pata.

Cachorros, no geral, gostam bastante de contato


Cachorros
Os cachorros, no geral, gostam bastante de contato. São efetivamente bem mais acostumados com o convívio humano e precisam de atenção e carinho. Eles têm muitos milênios de convívio com os humanos e foram se adaptando (ou foram geneticamente modificados) ao convívio com a nossa espécie. 

O que faz bem a um cãozinho:

• Com a ponta dos dedos e a palma das mãos, fazer movimentos circulares pelas zonas das orelhas, debaixo do queixo, pescoço, axilas e peito 

• Após uma caminhada, massagear as patas, as nádegas e as coxas e depois alongar

• Por fim, levantá-lo pelo quadril e alongar. Faça de maneira firme, mas não agressiva.


O que deixa seu cão irritado, especialmente quando estiver cansado ou se for mais velhinho: 

• Cócegas
• Palmadas
• Apertões.

Os pets, como os humanos, também se estressam. Seja gentil. Assim, gestos que induzam ao relaxamento deles, vão também relaxar seus cuidadores. Alivia todo o tipo de tensão, controla a ansiedade e hiperatividade e proporciona uma dose de felicidade, porta de entrada para uma saúde eficaz.


Em apenas 10 minutos por dia tudo pode ficar melhor. Experimente.
Serviram de Fonte:
Revista Galileu  (21.jul.2019)
Super Interessante (23.jul.2019 - e 26.jul.2019)
Perito Animal (21.nov.2017)
 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 



Tragédia em Brumadinho apresentada de maneira absolutamente sensível no Festival de Danças de Joinville




Emocionante! Arrepiei! Chorei! Orei!
Tragédia em Brumadinho apresentada de maneira absolutamente sensível no Festival de Danças de Joinville (considerado a maior competição de dança do mundo desde 2005, quando foi reconhecido pelo Guinness Book).
No dia em quem a tragedia completou seis meses do rompimento da barragem da Vale no Córrego do Feijão, contabilizando 248 mortos e 22 desaparecidos, a Companhia Jovem de Paraopeba, formada por moradores da região, recontou o desastre no palco para mais de 10 mil pessoas e venceu uma das categorias do Festival.
Tristemente lindo.


https://www.youtube.com/watch?v=2U9quyBIvEs&feature=share


Mais sobre este triste tema: 

Sirenas nunca foram testadas. Só na noite posterior à tragédia, quando havia o risco de rompimento de outra barragem. Enterros acontecem sem velório, cemitérios mal comportam tantos corpos. Rio Paraopeba está morto.


Link: https://compromissoconsciente.blogspot.com/2019/02/sirenas-nunca-foram-testadas-em.html 



Assista vários videos com o exato momento do rompimento. clique AQUI




Leia também: 
Brumadinho, Gameleira - Maiores tragédias trabalhistas no Brasil e a negligência dos detentores do poder formal




Link:


domingo, 16 de junho de 2019

Juízes empregam "constelação familiar" para tratar vícios e recuperar presos


O programa, considerado uma das boas práticas da Justiça Estadual, usa a técnica da constelação familiar no atendimento aos jurisdicionados.

Com louvor, transcrevo a matéria publicada, originalmente, na Agência CNJ de Notícias (veja link ao final). Que prospere muito esta prática! Isto, sim, é ir ao cerne da questão.

"José Antônio foi julgado e condenado a seis meses de detenção após se envolver em uma disputa por um poço em uma comunidade no Ceará, estado que há seis anos enfrenta estiagem severa. O rapaz, que é líder comunitário, defendia a permanência do uso coletivo da água pelos moradores da localidade em um incidente em que um advogado se apossou da fonte.
José Antônio é o nome fictício de um jovem réu primário que cumpre pena prestando serviços comunitários e tenta entender a reviravolta em sua vida em sessões de "constelação familiar", técnica alemã cada vez mais utilizada pela Justiça na solução de conflitos.
A história do jovem e as circunstâncias de sua detenção foram relatadas pela juíza Maria das Graças Quental, titular da Vara de Execução de Penas e Medidas Alternativas, em Fortaleza/CE, uma das responsáveis pelo programa Olhares e Fazeres Sistêmicos no Judiciário, no Ceará.
O programa, considerado uma das boas práticas da Justiça Estadual, usa a técnica da constelação familiar no atendimento aos jurisdicionados. A magistrada conta que as sessões de constelação ajudaram a levar alento ao jovem no entendimento de que há uma pena a cumprir, ainda que ele se sinta injustiçado.
“Ele foi condenado e ficou extremamente revoltado. Então, eu disse, vamos fazer assim: você vai usar seu tempo de pena para estudar e prestar serviços à comunidade e entender o que aconteceu para que isso não se repita”, lembrou a juíza Quental. 

Constelar para tratar a revolta 

A conversa da juíza com o jovem ocorreu durante uma audiência em que a ela o convidou a participar da constelação familiar. A magistrada explicou, ainda, que o tempo de participação nas sessões será usado para reduzir a duração da pena.
Maria das Graças conta que essa é a situação de centenas de jovens que se tornaram réus primários envolvidos em fatos em que são marcantes a condição da estrutura familiar, a baixa escolaridade e as condições de pobreza. Somem-se a isso, diz a juíza, os sentimentos de revolta e abandono que sentem ao serem encarcerados.


A técnica tem sido usada entre cumpridores de alternativas penais, para evitar que reincidam no crime, oferecendo oportunidade para que entendam os motivos que os levaram a delinquir.
“A maioria deles sucumbiu à droga, mas são réus primários com bons antecedentes. São jovens que não fazem parte de organização criminosa, não apresentam periculosidade e que precisam ser atendidos para não se tornarem reincidentes”, observou a juíza.

Tratamento do vício 

Em Santa Catarina a constelação familiar vem sendo usada entre presos com problemas com drogas e que tenham conflitos familiares. A iniciativa é apoiada pela Vara da Família do Norte da Ilha de Florianópolis e que também se notabiliza como uma boa prática da Justiça Estadual. 
Nesse trabalho conduzido com detentos da Casa do Albergado Irmão Uliano e do Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico, as sessões são usadas para que as pessoas privadas de liberdade entendam que os conflitos que as levaram ao cárcere tiveram origem em padrões familiares de comportamento.
“O Direito é transdisciplinar e se vale da psicologia, da sociologia e da antropologia e de qualquer outra experiência de transformação do conflito”, comenta a professora de Direito da Universidade do Vale do Itajaí e pesquisadora Márcia Sarubbi, responsável por conduzir as sessões de constelação familiar na Casa do Albergado e no Hospital de Custódia.
Ela é, juntamente com Fabiano Oldoni, autora do livro Constelação Sistêmica na Execução Penal, abordagem sobre práticas sistêmicas no direito de família e na violência doméstica. Na Casa do Albergado, as sessões são individuais, abrangendo 50 detentos com idades entre 20 e 50 anos de idade.
“Até o presente momento, em relação aos que aplicamos na dinâmica da constelação e que foram para a rua, nenhum deles voltou a delinquir e todos relatam melhora nas relações com os familiares”, diz Sarubbi.
Entre os atendidos está Paulo Henrique, nome fictício de um homem de 30 anos de idade condenado por homicídio e que fala (em vídeo a seguir) sobre os efeitos da sessão de constelação familiar. Ele relata que tinha um relacionamento complicado com a mãe e o irmão. A técnica o ajudou a perceber esse problema, propiciando a reconciliação e uma melhor estrutura familiar no enfrentamento do encarceramento. 
“A constelação me ajudou a tirar um peso que estava carregando, alguns porquês foram respondidos. Me ajudou a me manter mais calmo e a entender que tudo é um processo”, diz o "constelado" Paulo Henrique, que cumpre pena em Florianópolis.

Problemas mentais

No Hospital de Custódia, o atendimento é feito em um grupo com 20 a 30 detentos criminosos com problemas mentais. São homens condenados por estupro, homicídios (incluindo o de familiares) e roubo com quadros de esquizofrenia, psicopatia e depressão em perda da sanidade mental por uso intenso de álcool e drogas.
Nesse grupo, a constelação familiar é usada por integrantes do Judiciário, a fim de que os detentos compreendam o vício como um propulsor de crimes. A partir da técnica é feito um trabalho com os presos mostrando que eles pertencem a uma família e à sociedade.
Em um segundo momento, as sessões de constelação trabalham o sentimento de aceitação da família de origem e o entendimento dos motivos que os levaram a se tornar viciados e criminosos. “Seja para uma pessoa na cadeia ou para um casal que está se divorciando, esses são momentos de dor e, ao mesmo tempo, de cura. E o Direito vai ao encontro da terapia e promove o reencontro das partes para que a gente trate o conflito e haja pacificação social”, enfatiza Márcia Sarubbi.
Luciana Otoni
Agência CNJ de Notícias"

Publicado no CNJ em 25.abril.2018




Adianta lavar a honra e ir parar no cemitério?





Por Marise Jalowitzki
16.junho.2019
https://marisejalowitzki.blogspot.com/2019/06/adianta-lavar-honra-e-ir-parar-no.html

Domingo à tarde, por aqui, costuma ser um período de calmaria. Após o almoço, onde as pessoas, na maioria,  costumam se fartar de cadáveres de animais e álcool, geralmente vão dormir um sono insano.

Hoje fiquei em casa, ouvindo música, fazendo coisinhas, lendo, fazendo ginástica. Até que ouvi gritos de uma voz feminina:  “Ladrão! Ladrão! Vagabundo!”. Primeiro procurei desviar a atenção, pra não ferir minha serenidade. Mas não adiantou, pois a coisa continuou e adicionada com a voz masculina, e os dois passaram a se agredir mutuamente, muito coléricos e com termos bastante impróprios. A mulher estava fora de si e o homem não se economizou. De repente, barulho de pneus, creio que o homem deu ré no carro e direcionou à mulher. Ela continuava gritando: “Vai me matar? Vai me matar, ladrão, vagabundo?”... fechei os olhos e entrei em forte movimento de prece. Este homem tinha de ir embora, urgentemente. Era ele que estava com o carro, seria mais fácil sair do local. Ela teria de enfrentar sua impotência, mas um feminicídio estaria sendo evitado! 

FELIZMENTE, o homem fez isto mesmo: ainda foi gritando alguns impropérios, ela continuou também, mas tudo não passou disso!

Nas horas de raiva, não se pode perder a razão, o bom senso, o equilíbrio. Tanta tragédia acontecendo o tempo todo! Se há leis, que sejam seguidas, que sejam denunciadas as agressões, sejam da natureza que for. Não tenho conhecimento dos fatos destes dois personagens, quem tem a razão, mas estava evidente que a mulher era a parte mais frágil no confronto. E isto não pode ser perdido de vista. 

Nunca.

Denunciar, processar, mas não enfrentar assim, de peito aberto.

Venturosamente, tudo acabou sem morte, nem sangue. Ela deve ter sido socorrida por vizinhos e espero que vá, agora, lutar por seus direitos, ainda que demore.

Ainda tenho a lembrança de muitas mortes, uma bastante recente, de uma empreendedora aguerrida, que iniciou relacionamento com um homem diametralmente oposto a ela: pouca iniciativa, quieto, retraído. Ele começou a ter muito ciúme dela, queria que encerrasse a empresa que possuía e que ficasse vivendo só sob as custas dele. Ela não quis. Ele a conhecera assim. E passaram a se agredir verbalmente, cada vez de maneira mais pesada. Ele também a agrediu duas vezes fisicamente. Na segunda, foi fatal. Hoje, ela morta, ele, na cadeia. Relacionamentos tóxicos.

Como devemos nos afastar deste tipo de convívio!!! Muitas vezes não está nas mãos de uma pessoa o controle, então, sim, a única saída é afastar-se e procurar seus direitos.

Não, não adianta lavar a honra e ir parar no cemitério.

Voltei às minhas lides e fui ouvir um mantra.





 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com