quarta-feira, 28 de março de 2018

Obtendo motivação para ser você mesmo

Tela do artista indiano San Dihr - Childhood


Obtendo motivação para ser você mesmo


Por Marise Jalowitzki
postado neste blog em 25.março.2018
https://marisejalowitzki.blogspot.com.br/2018/03/obtendo-motivacao-para-ser-voce-mesmo.html

Motivação, como a própria palavra foi composta, é o motivo que nos leva à ação. Isto é, a movimentação que se realiza para suprir necessidade e alcançar objetivos. É alguma coisa que vem de dentro da pessoa e, portanto, dela depende pra se tornar realidade. Certas decisões podem ser apenas impulsionadas (presionadas) pelo meio, pelo ambiente exteno, pelos outros e, sim, nestes casos, uma grande parte das pessoas apenas faz o que lhes "mandam", ainda que acreditem ser a sua própria vocação, vontade, querença. São as pessoas que se deixam guiar (seja por familiares mais velhos, seja por orientadores, coach, psicólogo, astrólogo, guru... Pode haver o entusiasmo, tipo "me encontrei"... mas isto pode ser tão fugaz, que dura pouco tempo e o indivíduo se sente, igual, amordaçado, artificial, até inútil. É porque não nasce de dentro, não vem por um reconhecimento próprio. Não funciona. Pra dar certo, tem de estar identificado com estilo, jeito, visão de mundo, autovisão.

Autoconhecimento é fundamental pra reconhecer onde se quer ir. Sim, é possível começar traçando algumas metas, com base naquilo que se julgam ser as nossas necessidade e a satisfação delas.

E quais são estas necessidades?

1) Necessidades básicas: alimentação, moradia, vestimentas, segurança.
2) Necessidade de bem estar: sentir-se aceito no meio, fazer parte deste meio com serenidade, com prazer.
3) Necessidade de influenciar os outros: o princípio básico do respeito, de ser ouvido e considerado nos seus pontos de vista.
4) Necessidade de trocar afeto, necessária sustentação e equilíbrio emocional.
5) Necessidade de auto realização, crescer como pessa, ver as coisas evoluirem, progredir. Gostar do que fez e faz.


E o que está em nossas mãos fazer para suprir estas necessidades?


1) Para suprir as necessidades básicas 

Ter uma atividade que possibilite obter um retorno financeiro suficiente para fazer frente aos gastos essenciais.

Em um país com as dificuldades que enfrentamos todos os dias é preciso desenvolver uma visão bastante realista de onde estamos, quais nossas reais possibilidades (inclindo os conhecimentos e capacidades), onde queremos e podemos chegar. Ambições e anseios, para que possam se concretizar, precisam ser compatíveis com o que temos em mãos hoje, (condições financeiras, físicas, etc.) e capacidades (conhecimentos, aptidões, habilidades, etc.). Ter sonhos muito altos, sem ter capacidade técnica ou emocional para realizá-los, só traz desencanto e frustração.


2) Para suprir as necessidades de bem estar 

É preciso sentir-se digno da confiança de si e do outro. Saber da vontade dele de estar junto, em uma vivência de parceria que frutifica e contempla ambos. Importante lembrar que fazer a nossa parte é apenas 50% da situação. Cada um faz a sua parte ao mostrar-se prestativo, aceitar orientações, discutir sugestões, estar disponível para ouvir, compreender, negociar. Há situações que se perdem quando o indivíduo não consegue assumir uma atitude aberta, sincera, espontânea, seja por falta de percepção, vontade ou humildade.

Até aqui, são os 50% de um, que podem e precisam ser revistos. E os 50% do outro? Pode já estar minado, contaminado por ideias preconcebidas, suspeitando e desconfiando de todos os estranhos, ou sem paciência para obter os resultados desejados. Portanto, bem necessário lembrar sempre: podemos fazer a nossa parte direitinho, podemos mesmo insistir, mas a atitude de mudança só vai ocorrer quando os dois se dispuserem a isto. Senão, é carregar peso morto.


3) Para suprir as necessidades de influenciar os outros

Necessidade de influenciar os outros é uma necessidade, sim, inerente ao ser humano. Todos nós, em algum momento, acaba se esforçando para dar uma boa impressão, para convencer alguém de nossoponto de vista. Seja em uma entrevista de emprego, em relacionamentos afetivos, seja ao criar filhos. O tempo todo, estamos tentando  acenar para alguém o que nos parece ser o mais "certo". (Como eu, neste momento, ao escrever este texto.)

Para se fazer respeitar, minimamente, ao expor suas ideias, é preciso primeiramente estar de bem consigo mesmo, acreditar naquilo que está dizendo, dar-se o devido valor. Investir em autodesenvolvimento, adquirir novos conhecimentos e aptidões. Depois, é deixar rolar, sabendo que nossos anseios, esperanças e expectativas são nossas, não dos outros. Somente assim é que se está em condições de esperar o respeito dos outros, pois estamos nos respeitando. Não necessariamente dará aquele resultado esperado, naquele contexto, com aquelas pessoas, mas possibilita a consciência de estar fazendo o seu melhor, talvez até encontrar pessoas que encaram o mundo com visão semelhante.



4) Para suprir nossas necessidade de afeto 

Quando crianças, necessitamos muito de se sentir amado, aceito e bem querido por aqueles do entorno. Quando tal não acontece, ou acontece parcialmente, o famoso "oco-emocional" aumenta e a procura de alguém que possa suprir este "oco" passa a ser um objetivo paras quase todos. Ilusão. Nossa sociedade, de certa forma, ensina a acreditar que a felicidade está no outro e que ele (o outro) é que tem a capacidade de nos deixar de bem com a vida ou colocar pra baixo. Filosofia errada, embora endeusada através dos séculos. Ninguém é metade de outro. Somos todos INTEIROS, com nossos defeitos e nossas qualidades, com nossos cacos e acertos. Muitos dos conflitos se acabam quando se entende isso, pois diminuem as expectativas sobre os demais e a compreensão, a tolerância, a procura do entendimento e livre convivência, passam a ocupar o lugar do julgamento e da crítica, da menos valia e desencanto.

Para que isto possa se tornar possível é preciso, fundamentalmente, aprender a gostar mais de si! Viver bem em sua própria companhia, saber que a relação com o outro vem pra somar, sim (e não "completar") e que cada um é um ser único. Importante entender com o coração e não depositar todas as esperanças em alguém fora de si. Até porque o outro jamais há de suprir o que está faltando. Vivemos em um meio que enaltece a carência! Que roubada!

Difícil mudar? Sim, pois fomos ensinados ao Ter, ao Amor-Posse, a estar perto, ao controle do outro, ao outro ter de "provar" que quer, que nos ama, em auditamento constante. É preciso baixar a guarda, baixar as expectativas, praticar o desapego, deixar de esperar tanto do outro. Em nossa insuficiência, há tantas situações em que só podemos contar com o si-mesmo. E olhe lá! Assim, ser seu próprio melhor-amigo é fundamental! E salvador!


5) Para suprir nossas necessidades de auto realização

Tem a ver com conseguir estabelecer seu próprio código de crenças, norteando ideias próprias, não impostas pelos outros. Desde muito pequenos se ouve o famoso jargão: "O que vai ser quando crescer?" e, lógico, são os adultos que tentam direcionar a vocação. Identificar, mais tarde, o que, efetivamente, é a área onde colocamos mais vontade, mais prazer, mais motivação, pode se tornar um tanto nebuloso. Mais uma vez, será o autoconhecimento que vai ajudar. Crescer como pessoa tem a ver com sabedoria, para aprender que estamos aqui para viver bem e não acumular. Cada um cria o seu próprio sentido do que seja viver bem.

De acordo com o grau de auto estima de cada um é possível traçar metas mais ou menos ambiciosas para as nossas vidas. Auto estima é a maneira como cada um se vê, o valor que dá a si mesmo. Acomodar-se ou mudar está na razão direta disto!


 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Consultora organizacional, criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 

blogs:
www.compromissoconsciente.blogspot.com.br


LIVRO TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM
Informações, esclarecimentos, denúncias, relatos e dicas práticas de como lidar 
Déficit de Atenção e Hiperatividade


sábado, 24 de março de 2018

Mais um final trágico - Por mais Cuidado, Zelo, Amparo, Proteção, Acompanhamento aos pequenos

Naiara Soares Gomes desapareceu no dia 9, no momento em que ia à escola. Corpo foi encontrado às margens de uma barragem no interior. Mais um tristíssimo caso, que só vai diminuir quando os adultos que são os responsáveis por estas pequenas vidas aumentarem a vigilância cotidiana!(https://marisejalowitzki.blogspot.com.br/2018/03/mais-um-final-tragico-por-mais-cuidado.html) 

Mais um final trágico - Por mais Cuidado, Zelo, Amparo, Proteção, Acompanhamento aos pequenos



Por Marise Jalowitzki - 24.março.2018
Três filhos, o pai falecido, a mãe perdeu a guarda dos três (não se sabe as razões), mora em Vacaria-RS e as crianças, após passar por abrigo, foram para a casa de uma tia que mora em Caxias do Sul-RS. A tia é casada e o casal possui um filho jovem de 15 anos.
A menina Nayara, com 7 anos, passa a estudar, junto com os irmãos, em uma escola que dista a 2 km da casa da tia (onde residem) e ia com os manos à escola. Neste ano de 2018, os irmãos conseguem transferência para uma escola mais próxima de casa, a menina, de apenas 7 anos, permanece na mesma escola, por falta de vaga!!!
Naquele fatídico dia 09.março, ela foi, como sempre, às 06h30min, à escola, acompanhada do primo de 15 anos e um amigo. Em determinado ponto o primo a deixa para levar a namorada até outra escola e ela segue sozinha. Desaparece antes de entrar na escola e é encontrada morta 12 dias depois, após estupro. Indicação dada pelo próprio suspeito. A polícia chegou ao pedófilo, que está preso, através de detalhes no carro, imagens das câmeras de segurança.
- Criança sozinha para a escola? Jamais!! Falharam os adultos que possuem a guarda, negligenciando a ida da pequena.
- Transferir os dois irmãos para uma escola mais próxima e deixar a menorzinha sozinha em uma escola distante? Jamais! Falhou a Central de Vagas do Estado, que, como instituição, NÃO DEVERIA tratar os alunos como números de matrícula e, sim, avaliar todo o quadro!!! Maldito "sistema" que apenas "joga" com as pessoas, acarretando desgraças como esta! Os tutores deveriam ter reclamado LOGO que aconteceu a mudança, feito estardalhaço, ido à midia (que é como, algumas coisas, infelizmente, conseguem dar efeito em nosso país!
Crianças sofridas, lidando com a rejeição, com a exclusão, o afastamento materno, a perda do pai...gente, quanta coisa triste junta! Para, ao final, ainda passar pela angústia de um estupro e morte!!
Como se faz necessária a maternidade responsável!
Como se faz necessária a vigilância cotidiana dos que assumem esta responsabilidade!
Os pedófilos estão à espreita!
Deus, ilumina os adultos responsáveis por todos os pequenos pra que possam cumprir com o sagrado dever do Cuidado, do Zelo, do Amparo, da Proteção, do Acompanhamento!!!

segunda-feira, 19 de março de 2018

Nobuyuki Tsujii, pianista e compositor japonês, cego. Talento puro


Assim que descobriram o precoce talento do filho, seus pais incentivaram-no o máximo que puderam. Com certeza isso contribuiu para que este artista pudesse transcender a música e passar para a humanidade uma lição muito bacana sobre esperança e superação.
Nobuyuki Tsujii, pianista e compositor japonês, cego. Talento puro
publicado neste blog em 19.março.2018 - https://marisejalowitzki.blogspot.com.br/2018/03/nobuyuki-tsujii-pianista-e-compositor.html
Esta linda execução musical vai como reforço aos pais, para que repenssem a pressão que recebem do meio (escola, familiares, sociedade em geral), querendo "forçar" o filho a ser "igual aos outros".
https://www.youtube.com/watch?v=LPFOF102CEQ
"SOMOS TODOS SÁBIOS E IGNORANTES EM ÁREAS DIFERENTES!" Que seus filhos possam receber a compreensão e o espaço para manifestar seu potencial, independente da escolha que fizerem! Como disse outro dia um pai, referindo-se à missão de lidar com um filhote que sai dos padrões tidos como "normais": "Desafiante e, ao mesmo tempo, encantador!" Marise Jalowitzki - Grupo, Página, Blog e Livro TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM
Nobuyuki Tsujii, PIANISTA E COMPOSITOR CEGO - "Ele tem uma audição bastante aguçada e isso o ajuda a imaginar como são as coisas. Ele pode entrar em uma sala de concertos, saber o quão grande é, de que forma é, quantos assentos há, apenas pelo jeito que ouve as coisas. Ele pode perceber o mundo da forma como sua imaginação permitir. Assim que descobriram o precoce talento do filho, seus pais incentivaram-no o máximo que puderam. Com certeza isso contribuiu para que este artista pudesse transcender a música e passar para a humanidade uma lição muito bacana sobre esperança e superação." Leia toda a sensível história de Nobu em: http://www.japaoemfoco.com/conheca-a-historia-de-nobuyuki-tsujii-pianista-e-compositor-cego/ - incluindo videos - começou a tocar aos dois anos, sempre de ouvido.

sexta-feira, 9 de março de 2018

Na caminhada


Sim, por vezes sinto que não sei nada de nada. E quanto mais penso que sei, mais constato que nada somos. E quanto mais sinto e reflito, mais ponderada fico.

Pesquiso, analiso, procuro saber, pois a vida te empurra, o tempo todo, a ter e fornecer opiniões, a tomar decisões!

E, assim, na eterna experimentação que caracteriza a história humana, a experiência tentativa-erro-tentativa-acerto é quem dita o resultado, afinal.

Até agora, pelo que constato em mim e em outros que percorrem o mesmo caminho-intenção, acabam acontecendo aprendizados, sempre, e alguns acertos.

É isso!

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Amores divergentes, Natal e suicídios


15.dezembro.2017
Sobre Amor de Filho não correspondido
Estritamente levada pelo intuito de aprendermos sempre mais, relato o que segue: uma querida mãe, a quem conheço pessoalmente, e que é muito minha amiga, dividiu comigo sua angústia por estes dias. Ela criou sozinha seu filhote (pai dependente químico), os dois (mãe e filho) sempre tiveram muito companheirismo entre eles. A mãe, por vezes, se deixava levar pela ira e batia no pequeno. Eu alertava, mas ela é "sangue quente"...depois havia novos momentos muito amorosos e a vida seguiu.
O garoto, agora, está com 16 anos e voltou-se quase integralmente contra ela. Tem um tratamento irreconhecível, agressivo, seco, frio, por vezes até mesmo malvado. A mãe está em desespero. Já foi ao médico, já foi aconselhada a participar de terapia de grupo, não se conforma. Há algumas semanas me comentou que iria comprar pela web (sim, é possível!) morfina para se quitar a vida quando não aguentasse mais!...
Estou em oração. Estou tentando estar presente como posso, para que se ocupe com outras coisas.
Todos sabem que filosofias pouco adiantam nestes momentos. Palavras pouco significam. Importa a presença, o carinho, o companheirismo, pois é isto que lhes faz falta!
Em um de meus livros publicados comento sobre esta questão do suicídio (lá, com o enfoque nos jovens - 1ª maior causa de mortes entre adolescentes e jovens - mais que acidentes de carro) e enfatizando que sempre há alguém que se importa!!! Se isto vai fazer diferença para a pessoa em situação de angústia extrema, não sei. Já tive, há algumas décadas, um amigo querido que veio passar algumas horas em sua última noite. Saiu de minha casa já madrugada, minhas últimas palavras a ele foram: "Há sempre muita gente pra gente amar e ser amado! Por falta de Amor não se morre!"... NUNCA MAIS disse isso na Vida e me arrependo até hoje!! Na manhã, quando cheguei ao trabalho, já estava lá a notícia que ele se havia dado um tiro na cabeça!
Porque estou dizendo tudo isto aqui: Natal, época natalina, é o período ontem o maior número de suicídios acontece. O meu estado (RS) lidera o ranking de suicídios. Porto Alegre é a capital com maior número de suicídios no país. A cidade de Santa Rosa, por ex.- cidade do iinterior do RS - supera o índice de Porto Alegre... muita, muita gente por este mundão afora está triste, solitário, deprimido!
Fica o alerta a todos os que conseguiram ler até aqui, pra que olhem a seu redor, não deixem sozinhos aqueles a quem podem convidar (especialmente no Natal) para estar juntos.
E deixo, também, a reflexão, para tod@s, que filhos crescem, filhos mudam seus pensamentos - talvez até mesmo seus sentimentos -. Não podemos (nem devemos) como mães, colocar todas as nossas expectativas nos filhos, nem todo o nosso potencial amoroso na esperança de receber em troca o mesmo Amor dedicado. Eu sei que é BEM DIFÍCIL desvencilhar-se destas expectativas de retribuição, pois um serzinho que habitou 9 meses dentro de nós, sentiu, dormiu, se alimentou, tudo... por quase um ano e que, ao nascer, foi tão frágil, tão dependente e tão amoroso, faz com que muita mãe - especialmente as que criam seus filhotes sozinhas - se esqueça que há uma mulher, também, uma pessoa com vontades próprias, além da mãe.
Por último, queridas mães, por isso tudo, também, lhes peço, enquanto é tempo, enquanto há tempo, reservem algum tempo para autocarinho, para automimo, para um agradinho a si mesma, fazer um programa o mais simples que seja e valorizar-se, sentir-se bonita, sentir-se valiosa, apesar das possíveis rebeldias de seus queridos. Rebeldias que, um dia, anos depois, podem transformar-se novamente em gentil convívio. Ou não. Na vida tudo é TÃO imprevisível! Enfim, estamos aqui para aprender, sempre!! Humanos e lobos são as duas espécies que mais sobrevivem, somente pela sua capacidade de adaptação!!
Meu Carinho a tod@s! Que tod@s possamos continuar tendo a Proteção e o Amparo Divinos!








terça-feira, 7 de novembro de 2017

O fim do engessamento social - 1000 GESTALTEN / G 20 Hamburg Summit





O fim do engessamento social em que todos estamos imersos só vai acontecer assim, como nesta performance: um a um, sem leis, sem mandatos, sem 'permissões legalizadas'.

Mais difícil?

Claro, pois tem de se posicionar firmemente, cotidianamente, a maioria das vezes sem nenhum respaldo ou apoio. Mas, é assim mesmo!

Necessário e urgente!













Tempo para estar junto



07.novembro.2017

Amar significa ter tempo para escutar, perceber, procurar entender, muito mais que falar e falar, julgar, emitir conceitos! Quando não entender ou assimilar direito o que seu filho está fazendo, pensando ou sentindo, silencie, observe, abrace, e, só depois de um tempo, pergunte amorosamente. Sem julgamentos, sem cara franzida. Só exercitando a empatia, que é o nobre ato de se colocar no lugar do outro, procurando sentir como ele sente, sendo ele (não você). 
Crianças tem como sua primeira referência de vida as sensações, impressões e sentimentos que os pais lhes passam. Nós também já fomos crianças. (Se você não tem as melhores lembranças de como foi no seu tempo, faça diferente agora, para o seu pequeno!!!) Ganham eles, ganham todos!
Abraços e Felicidades!
Marise Jalowitzki
Educadora, escritora, especialista em desenvolvimento humano
Livro, Blog, Grupo e Página TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM



Mais sobre o tema:


TDAH Crianças que Desafiam

Por Marise Jalowitzki

http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2014/03/eu-quero-falar-voce-nao-quer-ouvir.html





O convívio pessoal não pode ser
abandonado em nome do
avanço tecnológico.

Juntos e sozinhos

Por Marise Jalowitzki

http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2014/03/juntos-e-sozinhos.html










TDAH Crianças que Desafiam
Marise Jalowitzki

Por Marise Jalowitzki








quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Seminário A epidemia das drogas Psiquiátricas - 30/10/2017 - Manhã





A epidemia das drogas psiquiátricas - Robert Whitaker no Seminário da FIOCRUZ, ontem: "Se este modelo é bom, se ele funciona, então, é uma história de progresso! Entender o desequilíbrio, os distúrbios e tratamentos específicos destes distúrbios. Quando você tem este "avanço médico" você tem de ver ESTE FARDO CAIR na sua sociedade! Faz sentido?  O que nós vemos, ao invés disso, é exatamente o contrário!" (57'17")

Assista a todo video! Há outros, o Seminário segue)


sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Dedos apontados



27.outubro.2017

Crescem, a cada dia, os apontadores-de-dedo para culpabilizar os pais no caso do atirador em Goiânia, o aluno da escola Goyazes. Ah, sociedade doente! quando vão deixar de direcionar seus julgamentos apenas a um segmento falho e olhar o entorno de uma situação, incluindo-se? Como olhar para um caso assim e não ver a insanidade que nos cerca e impregna a todos nós?
- Sim, falharam os pais, a família do adolescente, que não conversou o suficiente, que não conseguiu passar valores como tolerância e resiliência, que é a capacidade de fazer frente aos conflitos do cotidiano, tentando formas razoáveis de lidar com os desafios. Que não conseguiu estar presente nos momentos de angústia do filho, nem nos momentos em que arquitetava seu plano terrível.
- Sim, falharam os pais de todas as outras famílias envolvidas, que, igualmente, não conseguiram passar valores como empatia (que é a capacidade de se colocar no lugar do outro, procurando sentir como ele sente, não como nós sentiríamos 'se-fôssemos-ele', pois não somos! Famílias que não conseguiram passar valores como Respeito e Aceitação das diferenças.
- Falharam os colegas que viam (conforme atestam várias declarações em video) o quanto o rapaz era sozinho, 'não tinha amigos', 'não conversava com ninguém' e, ainda assim, não se mobilizaram para incluí-lo de uma forma efetiva e não apenas zoando...
- Falhou o próprio jovem assassino, que não pensou na dor que iria espalhar, apenas querendo 'solucionar' a sua dor, respondendo com ódio ao tratamento que recebeu. Paga, agora, o que não tem preço. A dor da perda de tantas famílias, pelas vidas ceifadas.
- Falhou a escola, sim, a escola, por não ter um Programa Anti-Bullying instituído, contumaz, costumeiro, periódico, inserido no cotidiano escolar, como devem ser os programas que visam formar uma sociedade mais ética, inclusiva, amorosa.
- Falhamos nós, também agora (e sempre), ocupando nosso tempo em julgamentos, apontando o dedo para este ou aquele lado, e, provavelmente, sem olhar para aqueles pequenos que estão perto de nós, carecendo de conselhos, de exemplos, de muita conversa, como estes adolescentes todos deste episódio trágico, triste, e como os adolescentes do mundo todo, carecem.
Virar as costas para toda esta realidade doentia que nos sufoca, e não fazer nada no sentido de mudar, de melhorar, de aprimorar na sua parcela de influência é continuar injetando veneno em algo que já está podre, que é o nosso estilo de vida, de sociedade!
Além do "oh, que horror!", quantas mensagens de Amor você tem lido ultimamente? Quantas tem compartilhado, escrito, dito, expressado em gestos?
Ao invés de julgar, MUDE VOCÊ sua forma de tratar os outros!
Por menos julgamentos e ódio, por mais AMOR PREVENTIVO!

Marise Jalowitzki
Educadora, escritora e especialista em Desenvolvimento Humano

Livro, Blog, Grupo e Página TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM


Querendo, leia também:

Opressor e Oprimido




terça-feira, 26 de setembro de 2017

Meu pedido de hoje

M.Jalowitzki (tela de 1987)

M.Jalowitzki - foto tirada em 01.janeiro 2009, da janela da sala


Meu pedido de hoje

26.setembro.2017
https://marisejalowitzki.blogspot.com.br/2017/09/meu-pedido-de-hoje.html

Esta tarde passei por uma mocinha tão, mas tão triste e depressiva, infelizmente justo na hora de atravessar uma avenida movimentada, naqueles instantes em que estamos vigilantes pra cumprir os segundos pra atravessar a via!!! O sofrimento era tanto, estampado naquele rosto, olhos de quem tinha chorado.
Senhor, me orienta pra que eu possa interferir beneficamente na vidinha desta garota! Uma mocinha da vizinhança, altamente depressiva, não me conhece, não sei onde mora! Só orientação Divina mesmo pra eu saber como chegar! TEMOS de nos encontrar novamente, vou pará-la na rua e perguntar se quer conversar!!!
Não posso ser omissa! Uma coisa é compartilhar um lacinho no facebook, outra coisa é interferir pessoalmente, tentar ajudar a dar um rumo a alguém que está à deriva!
Sim, sou também uma gota d'água, sou um grão de areia, mas é esta gotinha, este grãozinho que veio pra fazer a diferença pra melhor!

"E há tempos nem os santos tem ao certo a medida da maldade
E há tempos são os jovens que adoecem
E há tempos o encanto está ausente a a ferrugem do sorriso só'ao acaso estende os braços a quem procura abrigo e proteção. 
Disciplina é Liberdade
Compaixão é Fortaleza
Ter Bondade é ter Coragem! "
"É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã!"
"A humanidade é desumana, mas ainda temos chance!"
(Renato Russo)

Deposito meu pedido e envio vibrações de Saúde e Paz!
E agradeço SEMPRE por ter ultrapasso minha depressão! (Só com Florais de Bach e Alimentação Balanceada) - Quero mostrar isto a ela!

Marise Jalowitzki
Educadora, escritora e especialista em Desenvolvimento Humano

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segunda-feira, 21 de agosto de 2017

ANATOMIA DE UMA EPIDEMIA - Pílulas Mágicas, Drogas Psiquiátricas e o Aumento Assombroso da Doença Mental - Robert Whitaker



Marise Jalowitzki
21.agosto.2017
https://marisejalowitzki.blogspot.com.br/2017/08/anatomia-de-uma-epidemia-pilulas.html

Considero SUPER importante que o Livro de Roberto Whitaker "ANATOMIA DE UMA EPIDEMIA - Pílulas Mágina, Drogas Psiquiátricas e o Aumento Assombroso da Doença Mental" tenha, finalmente, uma tradução em português. E mais: que a editora seja a FIOCRUZ.

Embora o destaque tenha acontecido em seminários, palestras, encontros (FIOCRUZ, ABRASCO, várias organizações de Direitos Humanos), a grande mídia não noticiou o lançamento (fácil de entender!). Mesmo tendo concedido uma entrevista a Globo, não há nenhuma menção ao lançamento do Livro. Era-é preciso muita publicidade, bem sabemos, face a gravidade do tema. Temos agora um compêndio fortíssimo como aliado, para continuar enfrentando esta situação tão triste, e devastadora, como é a medicalização da sociedade. E, o pior: em crianças sempre mais novinhas. Brasil ostenta o deplorável 2º lugar em uso de psicotrópicos no mundo, só ultrapassado pelos EUA.

Adquiri o meu exemplar ainda em julho.2017, quando Robert Whitaker esteve aqui no Brasil para o lançamento. Com destaque especial para a temática tdah em crianças e jovens, os capítulos 11 e 12 são destaque.

Há casos que, lendo, dá-se aquela parada para refletir, uma sensação de impotência toma conta, uma percepção de que o que se está fazendo é bem pouco frente ao gigantesco movimento de convencimento da população para o consumo de psicotrópicos. Sabemos quantas pessoas se deixam convencer, seja pelo médico (o medicamento é "inofensivo"), seja pela pressão da escola ("mãe, tem de dar o remedinho") e, mais tarde, ao perceber os efeitos nefastos, bate o desespero, pois muitos médicos, nem aí, quando os efeitos colaterais aparecem, explicam aos pais que as causas dos desajustes são consequencia das drogas psiquiátricas. E, nem aí, suspendem o uso! Casos de óbito chegam a acontecer e tudo fica encoberto!

Excertos da entrevista dada a Eliane Bardanachvili/CEE-Fiocruz

“Com a conivência da Psiquiatria, a indústria farmacêutica construiu a ideia de que na mente não há lugar para tristeza ou ansiedade, emoções que todos sabemos que são comuns nos seres humanos.”

“Psiquiatras e jornalistas ganharam muito dinheiro para dar palestras e defender essa ideia. São pessoas nas quais o público acredita”, denuncia Whitaker.

 “Se, no curto prazo, essas drogas suprimem os sintomas indesejados, no longo prazo o que o ocorre é diferente.”

Fica a indicação.




Livro premiado e traduzido em diversos idiomas, Anatomia de uma Epidemia aborda a contravertida questão das drogas e tratamentos psiquiátricos. O autor foi impulsionado a escrever sobre o que considera “um tremendo campo minado político” a partir de uma reportagem sobre maus-tratos em pesquisas com pacientes psiquiátricos, como, por exemplo, o uso de medicamentos para exacerbar sintomas em esquizofrênicos ou, ao contrário, para privá-los de antipsicóticos. Escrevendo uma série de reportagens sobre esses experimentos, Whitaker estava convencido de que novas drogas psiquiátricas eram desenvolvidas para ajudar a “equilibrar” a química cerebral e que seria antiético retirar a medicação dos pacientes experimentalmente. Ao se aprofundar na questão, no entanto, esbarrou com descobertas da Organização Mundial da Saúde, “que parecia haver encontrado uma associação entre os resultados positivos (no tratamento de esquizofrênicos) e a não utilização contínua desses medicamentos”. A partir daí dedicou-se a uma “busca intelectual” que originou esta obra. “Estas páginas falam de uma epidemia de doenças mentais incapacitantes induzidas pelos fármacos”. (FIOCRUZ)



E em relação ao Transtorno do Déficit de Atenção? Crianças e jovens estão sendo medicadas precocemente?

"Essa é uma preocupação dos pais em todo o mundo. Nos EUA, começamos a medicar jovens e crianças há mais de 30 anos, e não há nenhuma evidência de que eles têm melhor desempenho depois de adultos. Pelo contrário, depois de anos tomando esses remédios os jovens têm sintomas piores e começam a receber outros diagnósticos, como transtorno bipolar ou esquizofrenia. Ouvi relatos de que aqui no Brasil estão receitando Risperidona para crianças de três e quatro anos. É um remédio fortíssimo." (Globo)



Robert Whitaker: Jornalista, ganhou vários prêmios cobrindo medicina e ciência, entre eles o Prêmio George Polk para Escrita Médica; o da Associação de Escritores de Ciência para o melhor artigo de revista; e melhor jornalismo investigativo de 2010. Em 1998, co-escreveu uma série sobre pesquisa psiquiátrica para o Boston Globe, finalista para o Prêmio Pulitzer para o Serviço Público. Seu trabalho se volta para o fenômeno da medicalização, particularmente sobre a influência das drogas utilizadas na psiquiatria e seu benefício real no tratamento das doenças mentais. Sobre o tema, escreveu ainda “Mad in America: a má ciência, a má medicina e o mal-estar duradouro dos doentes mentais” (2001) e “Psiquiatria sob influência: corrupção institucional, lesão social e prescrições para a reforma” (2015).


Querendo, leia também: A Argumentação Científica contra os antipsicóticos

Pesquisas:
https://portal.fiocruz.br/pt-br/content/anatomia-de-uma-epidemia-pilulas-magicas-drogas-psiquiatricas-e-o-aumento-assombroso-da

https://oglobo.globo.com/sociedade/robert-whitaker-jornalista-escritor-industria-farmaceutica-capturou-psiquiatria-21604509

http://www.cee.fiocruz.br/?q=node/618

http://madinbrasil.org/2016/10/a-argumentacao-cientifica-contra-os-antipsicoticos/


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 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com - Mãe e avó.
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