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sábado, 13 de agosto de 2016

Michael Phelps só tomou ritalina dos 9 aos 11 anos, por decisão da mãe Campeão olímpico disse NÃO às drogas para TDAH e focou no esporte





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Por Marise Jalowitzki - 11.agosto.2016
Vamos contar a história real?
Ando recebendo um link divulgado pela "associação brasileira", que é patrocinada pelas fabricantes dos psicotrópicos para tdah, sobre o brilho de Michael Phelps, o campeão olímpico mais laureado da história das Olimpíadas. O texto, entre outras considerações,enfatiza que Phelps "...Com a ajuda de tratamento - terapia medicamentosa e psicoterapia - com o apoio de sua mãe, Michael foi capaz de canalizar suas energias para a natação, tornando-se o mais jovem titular do sexo masculino nos esportes modernos, aos 15 anos de idade." ISTO NÃO É VERDADE! Phelps não fez uso de psicotrópicos para SUPERAR seus sintomas-características. Ele BANIU o uso da ritalina 2 anos depois que a mãe o introduziu neste "tratamento"!!
A real: aos 9 anos, depois de um divórcio conturbado entre seus pais, a mãe decidiu levá-lo a um neuro para trabalhar as questões da distração. Receitaram ritalina, claro. O que o texto mencionado acima (da "associação") não diz é que, dois anos depois, portanto, com 11 anos de idade, Phelps não aguentava mais o bullying pelas suas orelhas de abano e pela zoação por ter de ir ao meio dia, todos os dias, até a secretaria tomar a "pílula da obediência" e foi aí, aos 11 anos, que decidiu não mais tomar medicamento algum para tdah (adhd, na sigla, em inglês). Chegou em casa e disse para a mãe: "Não vou mais tomar estes remédios" passando a focar especificamente no esporte. "Out of the blue" - ele disse, relata a mãe ("fora do azul", referindo-se ao comprimido ritalina).
Aliás, os psicotrópicos receitados para tdah inviabilizam a atividade olímpica, sendo considerados dopping...
Ainda, em um video documentário recente, Michael Phelps fala de sua crise em 2014, onde esteve à beira do abismo, pensando em se suicidar e seu espetacular retorno após ouvir conselhos do amigo Ray Lewis, internar-se em uma clínica e ler um livro motivador (Uma Vida com Propósitos, de Rick Warren). No video-documentário, aparece no reencontro com o pai, emocionante reconhecimento de ambos sobre amor-distante. Hoje, o pai de Michael aparece abraçando o filho e o neto. Senti a falta da mãe de Michael, que só aparece no video uma única vez, em uma foto antiga. A mãe, atualmente, é contratada para dar palestras pela fabricante do concerta (psicotrópico que Phelps nunca tomou) e, mesmo sem citar, em suas falas, o uso dos controlados tarjados, a empresa farmacêrutica (claro!) se beneficia com o lobby,como vemos no artigo citado no início deste post (divulgado pela associação brasileira)...
Michael Phelps está de volta, pleno de medalhas, com uma família estruturada, esposa e filho que ele adora e que o amam também.
Vamos contar a historia real?
Assista o video Prisão e suicídio - Como a Olimpíada no Rio evitou o fim de Michael Phelps - legendado em português conheça o emocionante relato de Phelps, pai, esposa, treinador e amigos. Clique:http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2016/08/prisao-e-suicidio-como-olimpiada-no-rio.html
Para ler o texto original sobre a decisão de Michael Phelps em largar as drogas para tdah:
Olimpíadas Rio 2016 
Texto original publicado em 26 de agosto de 2008
Texto publicado neste blog: 11.agosto.2016
http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2016/08/michael-phelps-disse-nao-as-drogas-tdah.html




Para uma amiga que enviou o texto da "associação brasileira" para publicação, tive de devolvê-lo com os seguintes dizeres (depois, deixei o link deste artigo e agradeci a participação):
"Querida, contato para informar que o post que destinaste para divulgação no grupo TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM não será liberado por dois motivos:
1º O texto traz inverdades, já que dá a entender que com ajuda medicamentosa (e terapia) é que o atleta (naquela época, menino) conseguiu ir pra frente. Na verdade, foi o contrário: foi quando ele decidiu parar (depois de tomar ritalina por imposição da mãe por dois anos) é que focou no esporte e foi pra frente!
2º esta "associação brasileira" que postou o artigo, é patrocinada pelos fabricantes da ritalina concerta e venvanse! Lógico que vão fazer de um tudo pra promover os medicamentos...
Agora me diz: QUAL atleta olímpico pode tomar psicotrópicos e não ser pego no antidopping??? Querendo, dá uma olhadinha aqui.
 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista.Especialista em Desenvolvimento Humano, defensora de uma infância saudável, antimedicalização. Escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 
blogs:
www.compromissoconsciente.blogspot.com.br


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