Mostrando postagens com marcador diálogo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador diálogo. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 8 de setembro de 2020

Casa de repouso - O senhor de Cachoeira do Sul






Certa vez, em uma das empresas onde ministrei meus eventos de desenvolvimento humano (neste tópico, o Curso de Preparação para Aposentadoria), eu tinha a meu lado uma assistente social da empresa contratante, como coordenadora adjunta de meus trabalhos. E ela, determinado dia, me convidou a conhecer um asilo, uma casa de repouso, que aquela instituição ajudava, patrocinava parcialmente. 

Até hoje não ficou claro pra mim se o objetivo era eu conhecer o ambiente, as profissionais, os internos e, posteriormente, ela checar junto às profissionais qual o seu parecer sobre uma possível proposta de trabalhos, ali; quiçá, estabelecer algum tipo de diálogo com os residentes; quiçá um trabalho de fortalecimento emocional com os profissionais (o que já realizava em outras instituições). Ou se  ela, sabedora que minha mãe já estava bem mal, e que necessitaria de atendimentos bem mais complexos que os que se podem oferecer em uma casa (devido às debilidades físicas e psíquicas), se ela, talvez, quisesse me oferecer este espaço como sugestão, como ponto de referência para eu levar a mãe lá.

Mas, eu , no nosso retorno, logo teci minhas considerações sobre: achei o local muito distante, achei o local muito isolado, o que poderia deixar uma situação de emergência muito à deriva. Qualquer incidente que acontecesse com um dos residentes... O local era muito isolado, sem vizinhança, mas a casa era muito boa, a casa era bem confortável, tinha um pátio interno bastante amplo e ensolarado, onde os residentes podiam tomar sol; era um ambiente bem higienizado. Bem legal.

E aí, quando a assistente social e a enfermeira coordenadora do espaço me levaram a conhecer os diferentes quartos, em um deles, bem amplo, e bem sozinho, rente à parede, estava deitado um senhor, um senhor que era bem alto, magro, tinha as feições completamente normais, e era um homem bonito, sem aquele aspecto de velhice decrépita. 

E a enfermeira, antes de a gente chegar no quarto, informou: "Aqui nós vamos encontrar um homem, que está sempre deitado, a mais de meio ano. Ele se recusa a ir pro sol. A gente não obriga. Ele tá sempre deitado. Ele não profere uma palavra. Obedece a todos os comandos. Executa todos os procedimentos recomendados, mas não fala, não olha, não interage.Nunca falou conosco".

De cara pensei: Altamente depressivo... 

Mas, não sou médica, e são estes especialistas que emitem diagnósticos. Procurei ver se ao pé da cama estava o prontuário, mas não havia papel algum. Imediatamente, como é meu jeito, pensei: Tem uma alma viva, aí. Com forte carência de Vitamina D, entre outras. Seria bem bom se ele saísse, nem que seja por um instante, desta letargia e se comunicasse.

Perguntei pra enfermeira: E ele é de onde? (veio-me à mente fazer esta pergunta).

E ela: "É de Chachoeira do Sul".

Eu disse: Bah! Terra do meu pai! (e é mesmo. O pai era natural de Cachoeira do Sul). E é um homem bonito, como meu pai!

E a assistente social, a meu lado, logo: "Marise!" (senti o tom de susto e até meio repreensivo)

Eu continuei: Bah! Deve ter namorado um monte! (eu queria, conscientemente, que ele, pelo menos, tivesse umas lembranças boas pra lembrar depois que saíssemos)

E a assistente social me deu uma cotovelada, tipo: "Tá falando coisas que não deve falar!" e se apressaram em sair... 

Eis que o homem, sem se movimentar, sem pestanejar, disse: "Nem tanto!" Elas se olharam super surpresas, até assustadas, pela reação-resposta do homem. Elas já se posicionando para sair do quarto e deixar o homem novamente sozinho, eu ainda disse: Mas devia!

E elas, literalmente, me tiraram dali... rsrsrs...

Este episódio, de tempos em tempos, me vêm à mente, refletindo sobre... sei lá... uma incógnita... 

Questões se apresentando:

- sobre o valor de retirar a pessoa do ostracismo

- sobre retirá-la, pelo menos por um pouco, da inércia depressiva, fazendo-a lembrar de coisas boas que fazia quando estava mais energética

- também sobre o que possivelmente os profissionais especializados diriam que há um risco, sei lá, de a pessoa 'acordar' e querer alguma coisa com as enfermeiras... mas, o assédio pode acontecer em qualquer um, seja de paciente para profissional, seja de profissional para paciente... e, em tese, este é um tema que deve (ou deveria) ser amplamente comentado e estudado pelos profissionais da saúde

Não tenho nenhuma consideração a fazer, neste momento. Não tenho especialização em trato de quadros depressivos. 

Também, neste contexto de assédio e, talvez, de agressão, pelo menos no horário em que estive por lá, não vi nenhum profissional do sexo masculino (para poder defendê-las). Provavelmente tinha algum, mas não vi.

Também pensei do quanto se sabe que, nestes locais, o que mais se utilizam são os psicotrópicos, para inibir a libido, para retirar reações que se contrapõem ao instituído e requerido.

Mas fica este registro que, de tempos em tempos, me paira na memória, de como, dependendo do caso, é possível, sim, retirar as pessoas deste silêncio atroz, que mata mais que a doença. 

Exercitar o diálogo leve, sem julgamentos ou pretensões.








quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Diálogo, Tolerância e Paz - Movimento Brasil pela Paz


0% violence/violência
0% wars/guerras
0% intolerance/intolerância
0% hate/ódio
0% discrimination/discriminação
0% drugs/drogas

0% bloodshed/sangue derramado
100% Love and Peace/Amor e Paz

Diálogo, Tolerância e Paz!!! Tão necessário! Tão difícil de obter! Tão possível!!!
Faça a sua parte! Faça hoje! Faça já!

Um dia isso tudo vai mudar
Trate as pessoas como iguais
Pare com a violência
Acabe com o ódio
Um dia todo nós estaremos livres
E orgulhosos de estar
Sob o mesmo sol
Cantando canções de liberdade
A versão da música “One Day” realizada pelo Koolulam em 2018 foi escolhida pela UNESCO para ser veiculada em estações de rádio de todo o mundo, como parte do tema deste ano “Diálogo, Tolerância e Paz”:
Koolulam é um grupo novo, premiado e que estourou em Israel e já esteve em vários lugares do mundo. Seu show é único, diferente e emocionante. Quem canta é a plateia regida por um maestro carismático, tornando-se ela a grande estrela do espetáculo.
O show reúne pessoas de diferentes culturas e de todas as faixas etárias. Pessoas que nunca teriam se encontrado antes e que se reúnem para escutar uns aos outros e cantar juntos.
Koolulam tem o objetivo de unir as pessoas, derrubar fronteiras e fortalecer a sociedade através de uma experiência musical criativa e colaborativa.
Uma única voz que conecta as pessoas em torno de objetivos comuns: solidariedade, amor, alegria e muita emoção.

קולולם | One Day - מתיסיהו | חיפה | 14.2.18

Um Dia

Algumas vezes eu deito
Sob a lua
E agradeço a Deus porque eu estou respirando
Então eu oro
Não me leve cedo
Pois eu estou aqui por uma razão

Algumas vezes me afogo nas minhas lágrimas
Mas eu nunca permito que isso me deixe para baixo
Então quando a negatividade me cerca
Eu sei que algum dia isso tudo vai mudar
Porque

Toda minha vida eu estive esperando para
Eu estive orando para
Para que as pessoas digam
Que nós não queremos brigar mais
Não faremos mais guerras
E nossas crianças vão brincar

Um dia
Um dia
Um dia
Um dia

Isto não é sobre
Vencer ou perder
Porque todos nós perdemos
Quando eles se alimentam das almas dos inocentes
Ruas encharcadas de sangue
Continue se movendo enquanto a corrente está furiosa
Neste labirinto você pode perder seu caminho (seu caminho)
Isto poderia te levar a loucura, mas não deixe isto lhe abalar de maneira nenhuma (de maneira nenhuma)

Algumas vezes me afogo nas minhas lágrimas
Mas eu nunca permito que isso me deixe pra baixo
Então quando a negatividade me cerca
Eu sei que algum dia isso tudo vai mudar
Porque

Toda minha vida eu estive esperando para
Eu estive orando para
Para que as pessoas digam
Que nós não queremos brigar mais
Não faremos mais guerras
E nossas crianças vão brincar

Um dia
Um dia
Um dia
Um dia

Um dia isso tudo vai mudar
Trate as pessoas como iguais
Pare com a violência
Acabe com o ódio
Um dia todo nós estaremos livres
E orgulhosos de estar
Sob o mesmo sol
Cantando canções de liberdade como

Um dia
Um dia

Toda minha vida eu estive esperando para
Eu estive orando para
Para que as pessoas digam
Que nós não queremos brigar mais
Não faremos mais guerras
E nossas crianças vão brincar

Um dia
Um dia
Um dia
Um dia
Oh

(para compartilhar muuito!)

MOVIMENTO BRASIL PELA PAZ


Original

Matisyahu - One Day (Official Video)


One Day

Sometimes I lay
Under the moon
And thank God I'm breathing
Then I pray
Don't take me soon
'Cause I'm here for a reason

Sometimes in my tears I drown
But I never let it get me down
So when negativity surrounds
I know some day it'll all turn around
Because

All my life I've been waiting for
I've been praying for
For the people to say
That we don't wanna fight no more
There'll be no more wars
And our children will play

One day
One day
One day
One day

It's not about
Win or lose
Because we all lose
When they feed on the souls of the innocent
Blood-drenched pavement
Keep on moving though the waters stay raging
In this maze you can lose your way (your way)
It might drive you crazy but don't let it faze you no way (no way)

Sometimes in my tears I drown
But I never let it get me down
So when negativity surrounds
I know some day it'll all turn around
Because

All my life I've been waiting for
I've been praying for
For the people to say
That we don't wanna fight no more
There'll be no more wars
And our children will play

One day
One day
One day
One day

One day this all will change
Treat people the same
Stop with the violence
Down with the hate
One day we'll all be free
And proud to be
Under the same sun
Singing songs of freedom like

One day
One day

All my life I've been waiting for
I've been praying for
For the people to say
That we don't wanna fight no more
There'll be no more wars
And our children will play

One day
One day
One day
One day
Oh