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terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Ruby Nell Bridges Hall - Para pais de filhos determinados

Ruby Nell Bridges Hall - Imagem TV Comunitária DF


Inicialmente este texto foi recebido em publicação de amiga no Facebook, sem menção de autor. 
Hoje, 28.janeiro.2020, encontrei o texto e a imagem neste link:  https://www.tvcomunitariadf.com/2019/08/30/para-nao-esquecer-jamais/

Pela beleza da mensagem e o sensível reconhecimento, transcrevo:

"Para não esquecer Jamais!

No dia de 30 de agosto1960, a pequena Ruby Nell Bridges Hall, mais conhecida como Ruby Bridges, com pouco mais de seis anos de idade, se torna a primeira criança negra autorizada a estudar em uma escola primária exclusiva para pessoas de cor branca, na Louisiana.

De início foram seis os aprovados nos testes para estudar na William Frantz Elementary School, mas os demais ficaram com medo e apenas Ruby enfrentou a questão, mesmo desagradando seus pais. Ia sozinha para a escola e sofria ameaças tão diretas que o Presidente Eisenhower, destacou escolta policial dos U.S Marshals para protege-la. No dia de hoje quando foi a aula em seu primeiro dia na nova escola todos os professores se recusaram a lhe dar aulas e os pais removeram os filhos, o caos se instalou e na verdade Ruby só teve aulas no dia seguinte quando a professora Barbara Henry, passou a ensiná-la.

Além de ser escoltada por agentes federais de casa para escola e vice versa, seu lanche era separado das demais crianças, pois havia uma real ameaça de envenenamento contra a menina. Sua família foi perseguida, o pai e os avós que trabalhavam em uma fazenda perderam os empregos.

Mas nem tudo foi segregação. Alguns pais se recusaram a retirar seus filhos da escola e Ruby passou a ter colegas de classe, pessoas escoltavam a escolta policial para garantir sua segurança e ofertaram ao seu pai um novo emprego.

Em 2001 o Presidente Clinton laureou Ruby com a Presidential Citizens Medal, em 2005 ela tb perdeu sua casa com a passagem do furacão Katrina. Em 2011 o Presidente Obama teve a honra de conhecer Ruby Bridges, na inauguração de uma obra em sua homenagem e disse a ela em agradecimento "Eu acho que é justo dizer que, se não fosse por você, eu poderia não estar aqui e nós não estaríamos olhando para isso juntos".

Em 2014, uma estátua de Bridges foi erguida no pátio do William Frantz Elementary School. A escola que frequentou apenas por sua força de vontade.

Esse é o Estofo dos Grandes e se manifesta desde pequenos.

Ei-la indo para a escola com escolta federal

Gratidão 💗💗
 Ruby por sua coragem e determinação e abrir o caminho para nós!"

(Texto e imagem transcritos de: https://www.tvcomunitariadf.com/2019/08/30/para-nao-esquecer-jamais/)




 Ruby Nell Bridges Hall é uma ativista estadunidense
Imagem: pt.wikipedia.org 
Nascimento8 de setembro de 1954 (idade 65 anos), Tylertown, Mississípi, EUA


Fica a reflexão para todos os pais que possuem filhotes determinados:
Ao invés de tolher, de se vergar às críticas de terceiros, auxiliem, proporcionem oportunidades, aceitem ajuda, mudem seus paradigmas!

Esta garotinha quis enfrentar este mundo preconceituoso, recebeu o aval dos pais (que, inclusive, perderam o emprego por conta desta decisão). O Estado assumiu, deu proteção (escolta) para a menina!

Ela conseguiu!

Quando as pessoas que tem a Decisão encontram Respaldo, Segurança, Apoio, o resultado é sempre vitorioso! (Marise Jalowitzki)

(Querendo, procure por filmes, documentários e livro sobre esta desafiante trajetória)


segunda-feira, 2 de julho de 2018

O Amor que Hoje Damos


Por Marise Jalowitzki - 02.julho.2018 - http://marisejalowitzki.blogspot.com/2018/07/o-amor-que-hoje-damos.html
Há algum tempo compartilhei um conteúdo sobre o abandono de idosos em casas "de repouso" e os lamentos de tantas mães e pais clamando pela presença-visita dos filhos. Uma mãe, em especial, bem velhinha, dizia: "Minha filha, vem me visitar no Dia das Mães! Eles aqui me cuidam muito bem, tenho todos os cuidados de que preciso, eu não vou pedir pra você me levar pra morar na sua casa. Sei que vocês tem sua própria vida, cheia de compromissos e eu estou bem aqui! Só estou com muitas saudades! Queria uma visita, conversar um pouco, receber seu abraço! Vem me ver, minha filha! Tenho muitas saudades!" A declaração da idosa era de doer na alma.
Surpreendentemente, o texto-video recebeu mais comentários de filhos (adultos) revoltados que emocionados! E foram mais mulheres que responderam, com declarações ao estilo de "Minha mãe não me cuidou quando eu era pequena. O que você acha que vai acontecer quando chegar a vez dela ser cuidada? Vou apenas fazer o que ela fez comigo!"
Outra declaração era: "Minha mãe batia muito em nós. Eu era até obrigada a comer a comida que não queria e ela dizia que, se eu vomitasse, iria comer o vômito, o que, efetivamente, aconteceu mais de uma vez! Você acha realmente que eu vou querer me lembrar de uma pessoa assim?"
E mais outra declaração: "Todos colhemos o que plantamos. Está até na Bíblia. Não me sinto nem um pouco em falta por "abandonar" meus pais, sendo que me obrigaram fazer tanta coisa que eu não queria, senão era bastante castigada!"
Imaginem o que seria este mundo caso ninguém, em nenhuma circunstância, "desse o braço a torcer", se ninguém resolvesse fazer diferente, se não tivesse quem se decidisse a iniciar um movimento novo, onde o perdão ocupa o lugar do revide, do ódio, do "troco" (que alguns insistem em chamar de justiça!
Fico na reflexão, também, de tanta violência que tomo conhecimento, todos os dias, de pais severos, que castigam, que batem, que punem duramente, de mães que sentem muita raiva de seus filhos, que, separadas do esposo-pai-da-criança, ficam acusando a criança de ser "igual aquele sem vergonha" e coisas do tipo!
Gente, temos de romper este círculo de ira, de revanchismo, de aversão aos pequenos! Ainda que eles proporcionem bastante dor de cabeça, pois criar filhos nunca foi fácil! Educar, indicar caminhos, ser modelo e exemplo é muito, mais muito mais efetivo que bater, punir severamente. O que, aliás, nunca melhorou em nada, a não ser em submeter momentaneamente, em aumentar a revolta, em fazer nascer sentimentos de vingança e-ou mais violência.
Deixo aqui, neste momento, meus mais sinceros votos de mais Paciência, de mais Entendimento, de mais Aceitação! É possível!
Respira fundo, mãe! Respira fundo, pai! Procura ajuda psicológica para você, se necessário, muda o paradigma! Ajude seu pequeno, é uma vidinha iniciante, muita coisa confusa ao captar e tentar construir sua visão de mundo. Um cãozinho, um pet de estimação, bem mais tempo de pai-mãe dedicado a ele/ela, passeios ao ar livre, respeito, atenção. Mãos dadas.
E pondere, também, sobre como vai ser duro, quando chegar a sua vez, caso seja abandonad@ pel@ filh@ em sua etapa de velhice.
Somente quem já está adentrando nesta fase, como eu, pra saber o valor do compartilhamento com os afetos, o quanto de alento representa a presença, o carinho, as falas, os sorrisos, as pequenas trocas! Somos seres gregários e todos precisamos de Amor e Afeto compartilhado!
Eu ofereço ao Universo a minha Gratidão pelo Afeto recebido dos meus queridos! É tudo de bom!
Marise Jalowitzki
(imagem enviada pelo amigo Antonio Correia Junior)



 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 

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