quarta-feira, 29 de abril de 2015

Como promover reuniões anti medicalização da infância em sua comunidade



Estamos em um país livre onde o diálogo e a troca de ideias continua sendo um direito cidadão.





Por Marise Jalowitzki
29.abril.2015
http://marisejalowitzki.blogspot.com.br/2015/04/como-promover-reunioes-anti.html


Muitos pais, mães, educadores e terapeutas perguntando qual seria a melhor maneira de abordar o tema 'TDAH e Medicalização de Crianças' em grupos espontâneos.

Estamos em um país livre onde o diálogo e a troca de ideias continua sendo um direito cidadão.

Assim, quem quiser tomar a iniciativa de promover um bate-papo,  ouvir e passar informações, sem dúvida, poderá fazê-lo sem constrangimentos. É importante, porém, como sempre, repassar apenas dados fidedignos, notícias embasadas, relatos e reportagens de sites idôneos, essas coisas. Para os que querem convidar algum especialista, terá de se assegurar de que ele-ela não são dos que utilizam a intervenção de psicotrópicos como primeira linha, pois, senão, o encontro de trocas vira apenas discussão "medicar, não medicar"...




...e, para quem já sabe que há outras formas de tratamento, para os que sabem que psicotrópico somente para casos reconhecidamente graves, para os que sabem que, muitas vezes, a terapia + a parceria com a escola + o empenho dos pais já está de muito bom tamanho, sabe também que o tempo é precioso e precisa ser bem aproveitado.

Precisamos de diagnósticos mais criteriosos e de mais informações sobre os efeitos desse ou daquele tratamento. Precisamos de mais engajamento de todos os envolvidos no processo. Precisamos de menos medicalização da infância.




Para os que já adquiriram o Livro TDAH Crianças que Desafiam, podem pegar um dos capítulos e apresentar no todo ou em partes, o tema especifico. Os capítulos são independentes, embora sejam interdependentes quanto ao macro tema. Assim, há condições de comentar sobre
- o papel dos pais
- avaliação das relações familiares
- atitudes naturais da criança ou adolescente
- riscos em medicar crianças com psicotrópicos
- a necessária parceria com a escola
- a atenção do especialista em saúde para um diagnóstico preciso, atencioso e criterioso.

Deixo à disposição todos os artigos já publicados no blog.

Como eu faço, tanto em escolas como em grupos de mães e pais

(Sempre gosto de trabalhar em círculo para que tod@s possam olhar para tod@s. Também, sempre que possível, gosto de sentar no chão (almofadas), pois o ambiente fica bem mais descontraído.

1) Imprimi cartões contendo várias frases de declarações de especialistas de renome internacional, frases esclarecedoras, bem como pautas de Amor e Compreensão.

Continuar lendo:
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2015/04/como-promover-reunioes-anti.html 



sábado, 31 de janeiro de 2015

J.Krishnamurti - O Ego Violento - 4/6 - Além do Mito e da Tradição


m-a-r-a-v-i-l-h-a! Desaparece a dualidade! 
Usa-se a energia da raiva! falava nisso na década de 90 em meus cursos: "Acolha a raiva e use-a a seu favor!" Sim, não dá para falar muito a respeito, tem de viver! Sair deste mundo dual é benefício e dádiva aos que conseguem despertar! 
Por isso sorrio quando ouço neurocientistas dizer: "Temos de reconhecer quais os neurônios que não utilizamos, que não servem pra nada!" ... como assim? "não servem pra nada"? 
Tudo que existe tem uma finalidade! 
Acolher a raiva, o medo, a sede de vingança, o revanchismo, saber que é seu, que é parte integrante e, neste acolhimento, autotransformar-se! 

Bênção!!
Marise

https://www.youtube.com/watch?v=R_Dx8gNviRY&feature=youtu.be 






sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Os Quatro Perfis no Grupo de Trabalho por Marise Jalowitzki



 Os quatro elementos - Os quatro perfis no grupo de trabalho







Ao aplicar vivências que envolvem os quatro elementos básicos da Natureza - Terra, Fogo, Água, Ar, há sempre vários interessados em ampliar esse conhecimento, com vistas à utilização prática em seu dia a dia. Autoconhecimento, sempre necessário. Compilei algumas informações que podem auxiliar. O objetivo é continuar auxiliando a todos nós, tirar amarras, conhecer-se, seres sempre mais integrados e harmonizados.

Em alguns contextos, mais ortodoxos, é possível aplicar esta mesma abordagem, sem citar Terra, Fogo, Água, Ar, ou então mencionar, mas sem fazer alusões a nascimentos e pertencimentos. A relação fica igual estabelecida e a oportunidade de ampliar o conhecimento de si e do outro, também.

Esta produção, portanto, se propõe a apresentar, de maneira sucinta e objetiva, tópicos abrangentes sobre as ações que todos desenvolvemos. Em várias circunstâncias você irá se identificar; noutras, não. Quando isso acontecer, pergunte: “- Não reajo assim, porque realmente não "me sinto" assim, ou não me sinto assim porque nunca experimentei? E, será que, vivenciando, talvez possa me sentir bastante à vontade? Por que não?"

Por vezes encontro, por exemplo, um elemento Fogo que detesta massagens. Em auto-análise, porém, esta pessoa constata que, por várias questões represadas desde a infância, que determinaram seu script de vida atual, estão decisões de acanhamento, resguardo e isolamento, negando sua essência maior, de voluntariedade e afetividade. O que é preciso fazer? Antes de continuar declarando "detesto massagens", rever seu script, tentando dar-se uma chance de ir ao encontro de si mesma, mais integralmente. Quando isso acontece, o que se constituía em barreiras, passa a ser recurso de relaxamento, tranquilidade, situações antiestresse.


Grupos de pertencimento segundo o dia de nascimento

Terra
21.abril a 20.maio;
23.agosto a 22.setembro;
22.dezembro a 20.janeiro.

Fogo
21.março a 20.abril;
22.julho a 22.agosto;
22.novembro a 21.dezembro.

Água
20.fevereiro a 20.março;
21.junho a 21.julho;
23.outubro a 21.novembro.

Ar
21.janeiro a 19.fevereiro;
21.maio a 20.junho;
23.setembro a 22.outubro.



Características dos Perfis Pertencentes a Cada Elemento da Natureza



Terra
Técnico
Vínculos
Pertencer
Organizado
Legislação
Prático
Previsível
Responsável


Fogo
Espiritual
Renova
Lidera
Iniciativa
Ação
Destacado
Motivado
Protetor


Água
Emocional
Participação
Grupo
Afeto
História
Sensível
Comunitário
Vínculo


Ar
Mental
Iniciativa
Criativo
Imprevisível
Planejamento
Inovação
Mudança
Independência


Os Quatro Perfis no Grupo de Trabalho

No ambiente organizacional há várias oportunidades de, através de seminários e programas de desenvolvimento humano, identificar e avaliar os perfis dos profissionais que compõem determinado grupo, área ou gerência, seja através de testes, questionários, entrevistas, observação em dinâmicas de grupo, etc. Um método, tão válido quanto os demais, são os resultados colhidos por um gestor que está já há um bom tempo com sua equipe e que, através da observação do “jeito” de cada um nas diferentes situações (clima harmônico, estresse, pressão, emergência, prazos dilatados, perda, abalos emocionais), consegue perceber as diferenças entre eles.

        São objetivos desse texto:
1 - Em primeiro lugar, entender um pouco mais de si, aceitar-se para, então, aprimorar-se.

2 - O segundo objetivo é permitir que, após o contato mais estreito consigo, cada um possa olhar ao seu redor e perceber o outro, tentando, também, entendê-lo. Entender não significa ter de aceitar, significa...  entender. Ao entender, se exercita a autotolerância e, ao ser mais tolerante, fica mais fácil aceitar-se. Perceber mais a sua funcionalidade, sua maneira de reagir e solucionar problemas.

3 - E, em terceiro lugar, através desse entendimento, poder otimizar as ações no trabalho, pois cada um realiza suas transformações em contato com o outro. Consequentemente, resultados obtidos com mais segurança, tranquilidade e qualidade.

        Para auxiliar esse entendimento, vale classificar os comportamentos e atitudes em quatro grandes grupos, a saber:


·        ORGANIZADOR (Terra)



Características

As pessoas com perfil Organizador são essencialmente práticas, previsíveis, noção de "início/meio/fim". A partir do momento em que os pertencentes a este grupo se sentem integrados e valorizados, são parceiros efetivos, mantendo fidelidade aos princípios da organização e às pessoas que dela fazem parte. Para eles foi criada a expressão "fiéis escudeiros do rei". Convencionais e éticos, alicerçam-se nas leis e normas. 

Uma vez convencidos de alguma ideia ou projeto, seguem à risca as orientações e resistem sempre que alguém quiser burlar ou modificar o contratado. Uma vez designadas as suas obrigações e responsabilidades, pode-se contar com esses profissionais para a administração dos detalhes e execução das tarefas. Pormenorizadamente, selecionam, e mantêm controles de estoque, organizam planos, projetos, arquivos, documentos, dados e argumentos com qualidade exemplar. Controlam o tempo de participação de cada um nas reuniões e o próprio andamento destas - se os assuntos estão ou não pertinentes com a pauta previamente distribuída, etc. 

Organização, disciplina, controle de custos, sistemas financeiros, avaliação de despesas e investimentos são seus fortes. Contribuem para o trabalho efetivo do dia a dia. São os responsáveis pela "casa andar", criando soluções em sua área de atuação.


Reações

Quando o Organizador não se sente valorizado ou respeitado, costuma se ressentir, não colabora e, como é muito sincero, costuma demonstrar sua insatisfação através de resistência, teimosia, terminando por dissimular resultados. "É como uma pedra. Ao ser rolada, fica onde parar e dali não sai". Não gosta de ver apontadas suas falhas ou erros. Sempre que isso se fizer necessário, é preciso demonstrar, o mais claramente possível, que a retificação é por conta de uma necessidade da empresa, não de uma divergência pessoal. 

Quando recebe uma ordem de "cima para baixo", de forma diretiva e unilateral, dificilmente acatará, estabelecendo resistência clara ou velada. Se puder, vai "esquecer" o que foi pedido, fazer diferente. Se executar, será com muita insatisfação. A partir daí, caso as coisas não forem resolvidas, sempre que possível vai deixar de lado os pedidos e solicitações daquele que solicitar e que lhe está desafeto.

Onde o Organizador falha: Sempre que as coisas não estiverem muito certas, definidas e concretas. Como as empresas, na atualidade, costumam lidar com o imprevisto, nem sempre as situações são as melhores, exigindo decisões e definições nem sempre estudadas. Algumas situações são de risco, onde o resultado não é conhecido nem esperado. Isto faz o Organizador sofrer muito e o usual é se revoltar. Fechar as portas não resolve. O desafio é tentar romper o seu normal e tentar adaptar-se, sempre que possível.

Há também as situações em que alguns colegas avançam, invadem o seu trabalho, desrespeitando a área, por acreditar que é "menos nobre". Isto acontece especialmente nos arquivos, almoxarifados, estoque, contabilidade, finanças, jurídico, etc. - órgãos que precisam de tudo controlado e definidamente preenchido. Também em diagramação, designer, organização de eventos, etc.. Quando isso acontecer, o Organizador precisa sacudir seu jeito ressentido e dar limites. Cobrar antes de se exasperar, mostrar-se firme antes de explodir. Dizer onde está se sentindo atacado.

O que o Organizador precisa aprender: A dificuldade em se antecipar ao caos deixa o Organizador fragilizado. Algumas pessoas nem notam que ele está mal, pois "engole" e disfarça a contrariedade no silêncio, procurando sempre arranjar as situações da melhor maneira. Como é o amante do trabalho organizado por excelência, mesmo insatisfeito, tenta retomar, retocar, refazer, "aguentar no peito". Isso nem sempre dá certo, além de causar estresse desnecessário. É preciso aprender a não carregar o mundo em suas costas. Nem tudo está em suas mãos. Dividir e alertar para a responsabilidade do outro é ajudar a desenvolvê-lo.

É imprescindível para o Organizador exercer influência sobre processos, participando das ações em sua área de trabalho de uma forma bem explicitada, sabendo qual a parte específica que lhe cabe em responsabilidade e decisão. Necessita de reconhecimento e validação de seu trabalho para aumentar sua contribuição e auto-estima, recebendo com discrição os elogios. Elogiá-lo sinceramente pelos resultados obtidos com o fruto de seu trabalho será receber dele ainda mais dedicação e empenho.




·        IMPULSIONADOR (Fogo)



Características

São pessoas que necessitam de ações inovadoras, gostam e precisam ser estimuladas com desafios. Como são muito determinadas, para mudar de opinião carecem de explicações e argumentações válidas. Não possuem muita paciência para explicar e ensinar, às vezes acreditam que os outros estão "fazendo corpo mole" quando não assimilam rapidamente o que está sendo transmitido. Vibram e elogiam os acertos dos outros. Estes indivíduos carecem de ambientes propícios para se manifestar, onde possam ser valorizados e reconhecidos abertamente pelo que fazem. Quando não recebem a devida atenção, costumam manifestar sua revolta e desencanto, até de maneira bastante ácida, chocando os demais, pela força intempestiva com que se apresentam. São sinceros e muito honestos. Com princípios fundamentados em tudo que já conhecem - leis, cultura, informações, estudos científicos - costumam doar-se integralmente àquilo em que acreditam. As questões de liderança são sua matéria-prima e quando não são devidamente reconhecidos no ambiente de trabalho, pela gerência formal, logo, logo estão à frente de movimentos, sejam comunitários, reivindicatórios ou de influência agremiativa.

É o perfil necessário para ações emergenciais e sempre que for preciso enfrentar barreiras - opiniões contrárias - onde não se tem muito tempo para persuadir e conquistar. Toma decisões e paga o preço delas. Claro que o devido respaldo da gestão superior assegura uma auto-estima positiva e incentiva novas tomadas de decisão. 

Reações

Quando o Impulsionador não recebe o devido reconhecimento do poder formal instituído, costuma  perseverar em seus intentos, tornando-se até mesmo um opositor. O processo, entretanto, será sempre às claras e obriga o gestor ao desenvolvimento, para poder contra argumentar e decidir com firmeza, caso assim a situação o requerer. É um perfil de liderança, persuasivo, rompe limites e quebra paradigmas sem muitas explicações.

Por ser impulsivo, sempre que houver uma falha a ser apontada nesse profissional, é recomendável anteceder o apontamento com referências a outros atos seus de muito mérito (reconhecer e elogiar para amaciar o impacto da reprimenda), esclarecer o caráter organizacional que não foi contemplado, apresentar o ponto a ser corrigido (não dizer: "tá tudo errado!"), esperar pela sua reação - que poderá ser intempestiva - , retomar com o ponto específico a ser corrigido, dar um tempo para que possa internalizar o que está sendo dito e depois continuar. Às vezes é questão de alguns segundos. Mas se o gestor demonstrar espanto, indignação ou exasperação pela reação talvez até agressiva do Impulsionador, o conflito está instaurado e, com certeza, ficará mais difícil continuar o diálogo. O perfil Impulsionador assimila bem um assunto, sempre que conter boa argumentação. Entretanto, precisa que lhe seja concedido um tempo para refletir e, só então, alterar comportamentos.

Onde o Impulsionador falha: exatamente pela sua capacidade em romper limites, às vezes a situação acaba ficando muito tensa e as pessoas se machucam e revoltam. Quando mal trabalhado, este perfil é o chamado "rolo compressor", que segue em frente sem se importar com quem fica para trás, e como fica. Por não possuir toda a paciência necessária, cabe ao gestor planejar a área de atuação desse profissional e o tempo de intervenção, além de estabelecer quem mais vai auxiliá-lo sempre que for preciso a adesão e o comprometimento do grupo.

O que o Impulsionador precisa aprender: a olhar um pouco mais ao redor, exercitar mais e mais a tolerância, entender que cada um possui características individuais diferentes e, em situações de choque, aprender a pedir desculpas, o que não lhe é muito fácil. Desculpas não significa perder o poder, significa reconhecer a impulsividade e alterar comportamentos a partir do fato ocorrido. Em muitas organizações com resultados positivos na economia e finanças, os rombos de saúde mental são altos, e desnecessários, se precedidos de uma maior atenção e cuidados com os demais envolvidos. 

É imprescindível para o Impulsionador exercer influência sobre pessoas e um gestor obterá desse profissional um excelente resultado sempre que delegar a ele alguma função específica, atentando, porém, para uma clara definição da abrangência dessa delegação, estabelecendo previamente pontos de controle que ele, gestor, irá exercer como supervisão. Os resultados serão animadores sempre quando o Impulsionador sentir que está defendendo uma causa, influenciando o grupo, tomando decisões e sendo responsabilizado e reconhecido pela definição de alguns rumos.



·        ASSOCIATIVO (Água)



Características

As pessoas que pertencem ao perfil Associativo constituem-se em pontos de interligação dos diversos componentes da equipe de trabalho. São esses profissionais que agregam afetividade nas ações, deixando o ambiente mais leve, a convivência entre as pessoas mais fácil e interativa. Necessitam continuamente de reconhecimento, e de pessoas diferentes, gostam de dar e receber pequenas lembranças e apreços. Costumam ser aqueles que trazem pequenos mimos para o ambiente de trabalho, flores ou folhagens, um bolo que fizeram ou compraram, bolachas, balas... É normal presentear esse ou aquele com pequenas lembranças, gostam de incentivar a comemoração dos aniversários, necessitam da participação de todos.  Usam frequentemente o "Nós".

Reações

Quando se sentem integradas e aceitas no ambiente de trabalho, são parceiras por excelência. Delas se pode esperar companheirismo em todos os momentos. São as pessoas indicadas quando se precisa obter a adesão do grupo a algum projeto ou programa novo, pois conseguem convencer pelo afeto, conseguindo demonstrar a importância de cada um e a necessidade de um resultado conjunto. 

Se, ao contrário, não se sentem devidamente valorizadas dentro do grupo, costumam ficar muito magoadas. Se recebem uma ordem "de cima para baixo", geralmente se encolhem, não respondem, algumas pessoas choram e passam a sofrer por terem de continuar trabalhando no mesmo ambiente. Sempre que podem vão comentar o incidente que foi a causa da agressão percebida, adicionando mais e mais reflexões e ingredientes de insatisfação. 

Somente através do diálogo aberto, com objetividade e tato, é que se poderá retrazer esses participantes para uma atuação efetiva, com a mesma transparência de antes. Por serem muito sensíveis, possuem um potencial caráter de profundidade e, até mesmo, de severidade. O que para um outro perfil poderia passar desapercebido, nele adquire uma dimensão maior, seja para a frustração ou para o entusiasmo. O Associativo fica incapacitado de produzir em um ambiente com pressão e desentendimentos ostensivos.

Onde o Associativo falha: quando se deixa tomar pelo ressentimento e se incapacita para o perdão. Em algumas pessoas essa incapacidade é tão forte que, mesmo quando o outro esboça um pedido de desculpas ou perdão, o Associativo não consegue desculpá-lo, seja por não acreditar na sinceridade daquele, seja porque lhe doeu demais e não está disposto a reinvestir na melhoria do relacionamento e do ambiente. Quando uma situação de conflito mal resolvido se estabelece em um ambiente de trabalho, automaticamente criam-se as "panelinhas", onde alguns ficam do lado de um, outros, do lado de outro. As divisões de relacionamentos e interesses acarretam queda de desempenho significativo, além de tornar o dia a dia penoso.

O que o Associativo precisa aprender: Às vezes o outro não sabe como chegar até o Associativo. Entender com o sentimento a iniciativa do outro, permite apostar de novo, ainda que com reservas e cuidados. Quando uma situação se torna insuportável (alergias, dores de cabeça e gastrites são os sintomas mais comuns de que a situação está ficando insustentável) é preciso recorrer e pedir ajuda. A melhor ajuda será, em primeiro lugar, de um colega evoluído, que realmente queira ajudar para que a situação melhore. Para isso, não adianta apenas um "ombro amigo", pois só vai "dar força" e as coisas tenderão a se cristalizar ainda mais. Se não houver este colega/amigo/evoluído, ou se não resolver, é preciso chegar no gestor e trazer o ocorrido, solicitando uma intervenção em conjunto para que as coisas voltem à harmonia. Problemas mal resolvidos são como água estagnada, só causam doenças.

É imprescindível para o Associativo participar de um ambiente harmônico, e, em seus feitos, ser reconhecido de maneira afável, quase familiar. Ele estará "em casa", isto é, plenamente confortável, sempre que for chamado para conciliar, para retrazer a serenidade no ambiente e entre o grupo. Sempre que um gestor precisar convencer alguém muito resistente é ao Associativo que deve recorrer. Sua maior estratégia para com os outros é a fluidez. O convencimento se dá pela flexibilidade, por saber recuar, esperar, avançar de novo, contornar obstáculos, com atitudes de compreensão e carinho. Quando trabalhados em seu recato natural, transpostos os limites da timidez, podem tornar-se juízes conciliadores, também agentes de marketing por excelência, pois conseguem não só convencer como encantar o cliente. 



·        Imaginativo (Ar)



Características

As pessoas que se caracterizam por possuir o perfil Imaginativo são planejadoras e criativas. Sempre que se precisar de ineditismo, pode-se recorrer a elas e contar com resultados até mesmo surpreendentes. Não são os melhores parceiros "para o que der e vier" dentro da equipe, pois, pelo seu enorme senso de liberdade e independência em tudo que fazem, torna-se mais difícil para eles criar vínculos mais profundos de convivência com as pessoas com as quais trabalham. Isso não quer dizer que são insensíveis; por terem tanto com que se ocupar, criando, inventando, imaginando, as questões referentes aos relacionamentos, por vezes, podem passar desapercebidas. Quando alguém lhes acessa, porém, costumam dar respostas bastante afetivas e integradoras. Parecem estar, por vezes, com a "cabeça no ar". Quando isso é bem assimilado pelos demais componentes de uma equipe, a convivência será bastante harmoniosa. Mesmo não sendo os melhores confidentes, estão sempre prontos para realizar eventos inusitados, trazem alguma reportagem chamativa, gostam de confraternizar, de congressos, desfiles, shows para crianças e adultos, trazer, de alguma forma, a "magia", o ir além, o sair da mesmice.

São, geralmente, os profissionais que mais aceitam viajar, mudar de localidade, mudar de área de trabalho, layout da sala, são os que melhor se adaptam às alterações de cargo ou posição, se isso lhes trouxer benefícios, o que, geralmente, conseguem encontrar. 

Reações

Encontramos, nessas pessoas, o entusiasmo com as questões de mudança, pois a mudança é-lhes estímulo e desafio. "Tira a vida da rotina", dizem. 

Para situações emergenciais, o Imaginativo, que é um planejador nada ortodoxo, pode apresentar saídas imediatas e estratégicas, pouco convencionais e bastante efetivas. Não sendo entendido, vai tentar mostrar suas sugestões, estratégias e invenções em outros cenários.

Ético e muito crítico, tem um senso de justiça que fica ferido sempre que notar mesquinharias, subterfúgios, trapaças, tarefas concluídas a 'meia-boca'. Embora tendam a não entrar em conflitos declarados, por sabê-los inúteis, sua percepção se volta para novos horizontes, planejando uma forma de sair desse ambiente limitado.

Onde o Imaginativo falha: Inadvertidamente, levado pelo grande desejo de liberdade e independência, muitas vezes o Imaginativo passa por dominador. Tudo é fácil, as pessoas estão atrasadas, tem de ser para ontem. Dificilmente aceitam ordens sem que sejam esclarecidos os motivos das mesmas. Não é só o "como" fazer que interessa, mas, também, ou mais importante, o "porque" fazer. O Imaginativo possui uma relativa dificuldade em explicar as coisas, preferindo mostrar o fruto de seu trabalho (que já está todo esquematizado na mente), para depois explicá-lo. Quando não se sente inserido ou aceito em seu local de trabalho, tende a se expandir, tentando participar em outras áreas ou executando trabalhos externos onde possa extravasar seu potencial, dando a entender, para muitos, "não querer nada com nada". Usualmente não são seres de discórdias ou disputas ferrenhas, preferindo sair, "voar"; quando entram em uma discussão é porque já estão em seus limites, sendo que a relação, a partir daí, parece quebrada, pois já não lhe interessa mais.

O que o Imaginativo precisa aprender: Que nem todos possuem a rapidez e agilidade de raciocínio que o Imaginativo tem. Assim, o óbvio só é óbvio para aquele que esteja vendo; para os que ainda não perceberam é preciso explicar e dar um tempo para internalizar e deixar que eles mesmos promovam a mudança, se assim o quiserem e/ou puderem. Nos outros, as coisas também andam no ritmo que lhes é próprio. Precisa aprender a estar com o pisca alerta ligado para perceber o outro e, em não conseguindo, retomar a relação sempre que notar ou o outro requisitar, ainda que em novas bases. Ponto final é somente em algumas circunstâncias.


É imprescindível para o Imaginativo ter a oportunidade de demonstrar seu espírito criativo. Se esses profissionais estiverem muito presos a ações rotineiras, ou se sentindo muito controlados, tendem a adotar comportamentos evasivos, parecendo descompromissados ("Tô nem aí!"). Na verdade, para diminuir o seu grau de desconforto e instabilidade - por ver poucos atrativos em seu trabalho - é preciso conceder a essas pessoas atividades onde possam planejar, criar e implementar o resultado desse planejamento. O reconhecimento que o Imaginativo necessita passa pela validação frente ao grupo e, em pouco tempo, receber novos desafios e compromissos onde possa criar ações e soluções. 





 Marise Jalowitzki é escritora, educadora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Consultora empresarial por mais de duas décadas, coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. 



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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

O Sininho do Xerife na 60ª Feira do Livro de Porto Alegre







Por Marise Jalowitzki

Uma coisa bacaninha que curto muito é reverenciar quem nos trouxe até aqui, as pessoas que colaboraram, que deram significado ao que de bom acontece em todos os segmentos da Vida.
E isto está acontecendo na 60ª Feira do Livro de Porto Alegre, também, de novo.

Quero referenciar e elogiar a iniciativa da homenagem que está sendo prestada ao Xerife, o Júlio La Porta, que se foi desta existência no ano passado, aos 80 anos. O presidente da Câmara do Livro de Porto Alegre comentou:
O La Porta era um cara que praticamente morava na praça. No tempo em que não tinha guardas na feira, era ele que cuidava de tudo.
Aí, veio a ideia de homenagear o amigo e amplo colaborador. Criar um sino, uma escultura hoje eternizada na Praça da Alfândega. O autor é o escultor João Bez Batti, reconhecido por seus trabalhos em basalto.
José Júlio La Porta atuou ao longo de 35 anos, junto à Praça da Alfândega. A obra do escultor Bez Batti foi inaugurada no 1º dia da Feira do Livro (31.outubro),  pesa 150 kg e representa a sineta que o xerife tocava na feira. Está em frente à Caixa Econômica Federal, no centro de Porto Alegre.   
Bez Batti, o artista de Bento Gonçalves, 74 anos, levou meses para conceber a ideia da obra. Depois, passou 90 dias desbastando a pedra de 600 quilos de basalto sanguíneo. Agora está aí, integrada à paisagem de Porto Alegre.




 Cada participante pode ter o seu sininho!

 Não é legal isso¿ Achei muito mimoso!
Em uma inovação da Feira do Livro de Porto Alegre foi criada uma lojinha de suvenires da Feira (‘tava faltando!).  A Lojinha vende produtos criados por amigos e associados da Grafistas Associados do RS (Grafar). Fica ao lado da Praça de Autógrafos, no centro da Praça da Alfândega. Ali encontrei bonés, camisetas em vários modelos, marcadores de textos, agendas, cadernos, postais, mochilas e até guarda-chuvas. E, em meio a tudo isto, um simpático sininho! Lindo, de cerâmica, criado pelos artistas da Grafar.
Por lembrar o sino do Xerife, também o badalo do início de final de aula, logo me interessei! Pensei: Vou levá-lo para minha hora de autógrafos!O amigo que esteve lá gostou da minha ideia e adendou que a proposta é convidar a todos que puderem e quiserem estar novamente lá, no final da Feira (dia 16.novembro), em conjunto, fazer soar os seus sininhos, em homenagem ao Xerife La Porta! Sons que também trazem bons fluidos!


A 60ª Feira do Livro da Capital fica aberta todos os dias, até 16 de novembro, com visitação das 9h30min às 21h (Área Infantil e Juvenil) e das 12h30min às 21h (Área Internacional e demais espaços). A entrada é franca.
Autógrafos - Dia 09.novembro.2014 - das 16 às 17h Livro TDAH Crianças que Desafiam
Onde adquirir o Livro: 
Via Sapiens - Stand 52
AGEI - Associação Gaúcha dos Escritores Independentes - ao lado do Santander
Palmarinca - Stand 69
e, no domingo, dia 09.novembro próximo, das 16 às 17h, na Loja da Câmara do Livro, ao lado da Praça de Autógrafos
 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 

Livro: TDAH Crianças que desafiam 

Como Lidar com o Déficit de Atenção e a Hiperatividade na Escola e na Família
Contra o uso indiscriminado de metilfenidato - Ritalina, Ritalina LA, Concerta

Para conhecer mais e adquirir, acesse: 

Meus outros livros: